As mãos continuam tremulas, quase tão tremulas quanto as de um dependente quimico em uma crise de abstinência.
O estômago continua a parecer que está vazio, parece que ele se corrói.
O nariz aspira desinspirado um pouco do ar.
O coração insiste em bater desacelerado, insiste também em não ter ritmo.
Os olhos já não possuem brilho algum, tão escuros, tão sem vida.
As sombrancelhas não se mexem, são duas pequenas estatuas de pelos
As orelhas não ligam, agora já não faz diferença ouvir ou não.
A boca ensaia um sorriso singelo, ainda que amarelo.
Os labios não se tocam.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
O afago, muro e caminho
A sua janela não é tão alta.
Eu posso subir o muro.
Eu poderia te mostrar o mundo, meu mundo.
Lhe tirar pela janela, escalar o muro, mostrar o mundo.
Tirar o mundo, escalar o mundo.
Mostraria a melhor música de 1963.
Diria seu nome como ninguém nunca ousou dizer.
Buscaria toda a felicidade do mundo, entregaria em suas mãos.
Não me importo que fuja, pediria só que me ajudasse a recupera la.
Pediria pra ouvir seu coração, esperando que talvez me falasse algo que você não consiga dizer.
Dia desses pego uma marreta, quebro o muro, quebro janela, te deixo me seguir.
Dia desses te dou meu coração
Ou não.
Eu posso subir o muro.
Eu poderia te mostrar o mundo, meu mundo.
Lhe tirar pela janela, escalar o muro, mostrar o mundo.
Tirar o mundo, escalar o mundo.
Mostraria a melhor música de 1963.
Diria seu nome como ninguém nunca ousou dizer.
Buscaria toda a felicidade do mundo, entregaria em suas mãos.
Não me importo que fuja, pediria só que me ajudasse a recupera la.
Pediria pra ouvir seu coração, esperando que talvez me falasse algo que você não consiga dizer.
Dia desses pego uma marreta, quebro o muro, quebro janela, te deixo me seguir.
Dia desses te dou meu coração
Ou não.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Três ou quatro.
Hoje eu perdi 1/4 de mim.
Não arriscaria dizer que era minha 1/2.
Hoje eu me perdi, Rua 16, algo assim.
Três horas pra tudo terminar.
Cafeína, papéis, mentiras bonitas e ainda assim, perdi 1/4 de mim.
Há quem consiga se regenerar sem ter cicatrizes e se machucar sem sangrar.
E há também quem se perde por completo, hoje perdi 1/4 de mim.
Poderia ter perdido você por completo.
Mas há quem fique feliz, em função de só ter perdido 1/4 de mim..
Não arriscaria dizer que era minha 1/2.
Hoje eu me perdi, Rua 16, algo assim.
Três horas pra tudo terminar.
Cafeína, papéis, mentiras bonitas e ainda assim, perdi 1/4 de mim.
Há quem consiga se regenerar sem ter cicatrizes e se machucar sem sangrar.
E há também quem se perde por completo, hoje perdi 1/4 de mim.
Poderia ter perdido você por completo.
Mas há quem fique feliz, em função de só ter perdido 1/4 de mim..
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Percepção Visual
Eram poucas coisas que carregava.
Metade da bagagem era saudade:
Alguns rabiscos.
Duas passagens de ônibus.
Cansaço.
Duas ideias e meia, algumas meias.
Três palavras ainda não ditas.
Quatro razões.
Nenhum objetivo.
Um pouco de motivação em algum lugar da mochila.
Um restinho de coragem, ainda que amassada.
Uma caixa de apego.
Meia garrafa de afago.
E um pequeno papel que continha a seguinte frase:
Quero tirar toda a cor do céu
Quero desenhar no mar.
Eu meio que sumi do blog, preguiça de escrever, falta de ideias, tentei fazer algo curto, e sei lá, de uns tempos pra cá as coisas andam meio cinzas.
Metade da bagagem era saudade:
Alguns rabiscos.
Duas passagens de ônibus.
Cansaço.
Duas ideias e meia, algumas meias.
Três palavras ainda não ditas.
Quatro razões.
Nenhum objetivo.
Um pouco de motivação em algum lugar da mochila.
Um restinho de coragem, ainda que amassada.
Uma caixa de apego.
Meia garrafa de afago.
E um pequeno papel que continha a seguinte frase:
Quero tirar toda a cor do céu
Quero desenhar no mar.
Eu meio que sumi do blog, preguiça de escrever, falta de ideias, tentei fazer algo curto, e sei lá, de uns tempos pra cá as coisas andam meio cinzas.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Gritos
Não sei.
Mas tem alguma coisa nos gritos desesperados que te deixa preso.
Não sei,
Você esta ai vendo a pessoa que você ama gritando como se alguém a tivesse marcado com ferro quente;
Chorando desesperada por perder um ente querido;
Simplesmente desabafando, mas;
Tem algo nos seus gritos.
E eu me sinto obrigada a fazer alguma coisa.
Tenho que
Abraçar te acalmar;
Ou simplesmente seguir escutando.
Tem algo que te comove, é a explosão das emoções, é uma espécie de humilhação da parte sofredora. É sim.
É, porque alguém só grita desse jeito quando esta totalmente desesperada, sem chão, sem esperança. Quer ajuda, precisa de ajuda. Você precisa de mim.
Te ver implorando misericórdia. Isso de alguma forma me satisfaz.
Mórbido, masoquista?
Definitivamente.
Parada te olhando no chão, sem saber se te levanto ou te vejo cair mais um pouco.
O amor e o ódio de mãos dadas n’uma ciranda louca;
Dentro de mim.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Blasé
Não tenho idade pra me esconder.
Mas sem vontade. ( Meu eu em você)
Ou me importar.
Get the Guitar.
E grita: Como um jovem anarquista.
O quão anormal lhe faz parecer.
Uma ideia mal recebida.
Incapacidade de entender.
Um grito, outro rabisco.
Uma imagem pra fazer.
Álcool pra beber.
Durante a madrugada acordar e ver
Alguém quer pular pela janela, deixar de viver.
Ele grita que sofre maus tratos.
E se vende tão barato
Sobe na sacada só pra dizer
Não minta, não provoque.
Todo dia parece o mesmo dia.
Me acostumei com a rotina.
É importante não se importar.
Sem tanta criatividade, sem muita motivação pra postar no blog.
Mas sem vontade. ( Meu eu em você)
Ou me importar.
Get the Guitar.
E grita: Como um jovem anarquista.
O quão anormal lhe faz parecer.
Uma ideia mal recebida.
Incapacidade de entender.
Um grito, outro rabisco.
Uma imagem pra fazer.
Álcool pra beber.
Durante a madrugada acordar e ver
Alguém quer pular pela janela, deixar de viver.
Ele grita que sofre maus tratos.
E se vende tão barato
Sobe na sacada só pra dizer
Não minta, não provoque.
Todo dia parece o mesmo dia.
Me acostumei com a rotina.
É importante não se importar.
Sem tanta criatividade, sem muita motivação pra postar no blog.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Medo.
Eu sinto medo. Aquele medo que te dá calafrios, que te arrepia os pelos da nuca, que te da aquela sensação na barriga que desce pelas pernas e dispara o coração.
Medo mesmo. Medo irracional [ou racional]
Não aquele sustinho quando você percebe que se esqueceu daquela apresentação importante hoje, não aquele susto que você toma quando seu amigo espírito de porco te surpreende
Medo de morrer.
Medo daquilo que você não pode encarar. Medo do desconhecido.
Eu particularmente me considero uma pessoa temerária, mas cada um tem a sua fobia.
A minha sempre foi a de te perder.
E você pode até pensar
- Não seja ridículo.
Mas o pior que é verdade
Meu maior medo é a solidão
Assumo ter buscado a morte algumas vezes
Ainda é cedo pra dizer se feliz ou infelizmente não o consegui
Ou por não conseguir continuar, ou por interferência de outrem
Mas só de pensar em te perder eu gelo. Mas gelo mesmo.
Você se lembra daquela vez? Você disse que não dava mais.
E bastaram essas poucas palavras suas e eu estava aos prantos implorando de joelhos e repetindo “não, não, não” como um demente.
E você me levantou e me disse que nunca iria me deixar; que eu tinha entendido mal. Até hoje não sei se o fez por pena ou por verdade.
Mas o alivio que senti foi tão grande que até mesmo agora depois de tanto tempo ainda não consigo sentir vergonha.
Porque você é o que me mantém vivo.
Eu tenho fobia de te perder.
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