Não tenho idade pra me esconder.
Mas sem vontade. ( Meu eu em você)
Ou me importar.
Get the Guitar.
E grita: Como um jovem anarquista.
O quão anormal lhe faz parecer.
Uma ideia mal recebida.
Incapacidade de entender.
Um grito, outro rabisco.
Uma imagem pra fazer.
Álcool pra beber.
Durante a madrugada acordar e ver
Alguém quer pular pela janela, deixar de viver.
Ele grita que sofre maus tratos.
E se vende tão barato
Sobe na sacada só pra dizer
Não minta, não provoque.
Todo dia parece o mesmo dia.
Me acostumei com a rotina.
É importante não se importar.
Sem tanta criatividade, sem muita motivação pra postar no blog.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Medo.
Eu sinto medo. Aquele medo que te dá calafrios, que te arrepia os pelos da nuca, que te da aquela sensação na barriga que desce pelas pernas e dispara o coração.
Medo mesmo. Medo irracional [ou racional]
Não aquele sustinho quando você percebe que se esqueceu daquela apresentação importante hoje, não aquele susto que você toma quando seu amigo espírito de porco te surpreende
Medo de morrer.
Medo daquilo que você não pode encarar. Medo do desconhecido.
Eu particularmente me considero uma pessoa temerária, mas cada um tem a sua fobia.
A minha sempre foi a de te perder.
E você pode até pensar
- Não seja ridículo.
Mas o pior que é verdade
Meu maior medo é a solidão
Assumo ter buscado a morte algumas vezes
Ainda é cedo pra dizer se feliz ou infelizmente não o consegui
Ou por não conseguir continuar, ou por interferência de outrem
Mas só de pensar em te perder eu gelo. Mas gelo mesmo.
Você se lembra daquela vez? Você disse que não dava mais.
E bastaram essas poucas palavras suas e eu estava aos prantos implorando de joelhos e repetindo “não, não, não” como um demente.
E você me levantou e me disse que nunca iria me deixar; que eu tinha entendido mal. Até hoje não sei se o fez por pena ou por verdade.
Mas o alivio que senti foi tão grande que até mesmo agora depois de tanto tempo ainda não consigo sentir vergonha.
Porque você é o que me mantém vivo.
Eu tenho fobia de te perder.
sábado, 23 de outubro de 2010
Radioatividade
O ano é 1945, meu nascimento.
Meu pai sempre diz que acabarei com a guerra, as vezes ele me olha assustado como se tivesse medo de mim, ele se chama Robert Oppenheimer.
Várias pessoas trabalharam para que eu fosse criado, me sussurram que eu sou o orgulho do país "a grande carta na manga" ou qualquer coisa do tipo.
Não sei quem é minha mãe, papai nunca me contou.
Assisto ao nascimento do meu irmão, sinto que agora devo agir como um irmão mais velho e ensina-lo como são as coisas e como se comportar, eles o chamam de Fat Man.
É dia 3 de agosto, papai aparenta estar preocupado, me pergunta o que sou e como fui criado por ele, só lhe digo que tenho orgulho de ser seu filho e que acabaria com a guerra, ele é tão baixinho, chega a dar a impressão que nem é meu pai.
É dia 5 de Agosto, eles me preparam pra minha viagem, sinto alegria, papai parece estar decepcionado ou preocupado com algo, me despeço e digo que logo voltarei, ele sorri e me chama pelo apelido que me deu assim que nasci: Little Boy. Subo no avião e vamos rumo ao Oriente.
6 de Agosto, já é manhã.
Fico empolgado, estamos chegando, o clima é agradavel, as portas do avião se abrem, é onde eu devo descer, durante a queda ouço pelo rádio aplausos, gritos de euforia, cumprirei meu proósito.
Por volta de 8:15 AM Eu beijo o chão de Hiroshima.
A ideia pra esse texto era tão boa mas quando fui escrever não saiu exatamente como planejei, acho que tô ficando enferrujado.
Meu pai sempre diz que acabarei com a guerra, as vezes ele me olha assustado como se tivesse medo de mim, ele se chama Robert Oppenheimer.
Várias pessoas trabalharam para que eu fosse criado, me sussurram que eu sou o orgulho do país "a grande carta na manga" ou qualquer coisa do tipo.
Não sei quem é minha mãe, papai nunca me contou.
Assisto ao nascimento do meu irmão, sinto que agora devo agir como um irmão mais velho e ensina-lo como são as coisas e como se comportar, eles o chamam de Fat Man.
É dia 3 de agosto, papai aparenta estar preocupado, me pergunta o que sou e como fui criado por ele, só lhe digo que tenho orgulho de ser seu filho e que acabaria com a guerra, ele é tão baixinho, chega a dar a impressão que nem é meu pai.
É dia 5 de Agosto, eles me preparam pra minha viagem, sinto alegria, papai parece estar decepcionado ou preocupado com algo, me despeço e digo que logo voltarei, ele sorri e me chama pelo apelido que me deu assim que nasci: Little Boy. Subo no avião e vamos rumo ao Oriente.
6 de Agosto, já é manhã.
Fico empolgado, estamos chegando, o clima é agradavel, as portas do avião se abrem, é onde eu devo descer, durante a queda ouço pelo rádio aplausos, gritos de euforia, cumprirei meu proósito.
Por volta de 8:15 AM Eu beijo o chão de Hiroshima.
A ideia pra esse texto era tão boa mas quando fui escrever não saiu exatamente como planejei, acho que tô ficando enferrujado.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O que mudou meu amor?
Minha vida é triste.
Minha vida é triste, meu amor; e eu não sei como mudar isso.
E você me diz: Não há felicidade absoluta, princesa, só tende agarrar os momentos bons e fazer com que eles durem mais;
Meu amor; há os bons momentos. Há os maus momentos e há os momentos de neutralidade.
Eu me encontro sambando entre o segundo e o terceiro há tanto tempo que simplesmente não sei a que você se refere com momentos bons.
Alguém me explica, por favor, por que eu desisti das coisas que eu mais queria e havia começado a conquistar?
- Por que você diz que está triste e que quer ficar sozinha?
O que aconteceu princesa?
- É só uma dor de cabeça.
- Eu quero saber o que você está pensando. Eu te conheço o suficiente para saber que alguma coisa não anda bem.
- Bom, não é que seja tão difícil. Eu te avisei que estava triste.
- Mas você não me diz o que está acontecendo!
- É porque não aconteceu nada, eu não minto. Algo mudou em mim, e só.
- O que pode mudar de um dia para o outro?
- Tantas coisas meu amor... Um dia você é só você, no outro você é pai. Imagina... Um dia você está vivo, no outro morre. As coisas mudam em um segundo, que dirá um dia.
- Sim meu amor. O que mudou em você?
O que mudou em você?
O que mudou em mim?
O que o mundo fez de nos?
E tem essa voz em minha cabeça dizendo "não desiste, por favor, não desiste"
E tudo que eu mais quero é jogar tudo pro alto.
Eu fiz o teste
Corri o risco
Por você eu já não sinto nada
Não como as mulheres recalcadas
Não como letras de musicas
Mas pela falta de emoção.
domingo, 10 de outubro de 2010
Desfile de Motivos
Nunca disse que não podia comer os chocolates que escondo.
Nunca pedi pra abaixar o volume da música.
E nem que não colocasse os pés no sofá.
Ou que mudasse de canal.
Nunca me importei em você deixar papel de bala na mesa.
E ainda assim: Sendo chato pra caralho, não me odeia.
Não lhe pedi pra mudar o mundo.
Nem pra começar uma revolução.
Não lhe pedi a explicação do Universo.
Não pedi nem ao menos um copo de água do gelo do monte Everest.
Só lhe pedi pra não me abandonar.
Só te pedi pra não se abandonar.
Nunca pedi pra abaixar o volume da música.
E nem que não colocasse os pés no sofá.
Ou que mudasse de canal.
Nunca me importei em você deixar papel de bala na mesa.
E ainda assim: Sendo chato pra caralho, não me odeia.
Não lhe pedi pra mudar o mundo.
Nem pra começar uma revolução.
Não lhe pedi a explicação do Universo.
Não pedi nem ao menos um copo de água do gelo do monte Everest.
Só lhe pedi pra não me abandonar.
Só te pedi pra não se abandonar.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Carência
E me escondendo
Estou correndo
Me disfarçando
para que alguém me ache.
Fugindo
Abafando
Implorando,
do seu amor
Estou correndo
Me disfarçando
para que alguém me ache.
Fugindo
Abafando
Implorando,
do seu amor
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tão certo quanto um golpe de Estado
Hoje seguirei pelas ruas, protestarei contra o mundo.
Jogarei lixo no chão.
Rabiscarei paredes.
Serei defensor e acusador do meu próprio movimento.
Vou ser militante.
Vou ser militar.
Me juntarei a multidão que grita por desejos individuais.
Tornar me ei capitalista.
Tornar me ei socialista.
Prometo agir como lider e assumir toda a culpa.
Pregarei o desapego.
Lamentarei a saudade.
Juntar me ei a marcha dos vegetarianos, até a hora do almoço.
Provarei todo um estoque etílico.
Anunciarei uma luta entre Deus e ciência.
Lutarei pelo desejos das massas e depois vou ser egoísta.
Sussurrarei entre a multidão que o mundo é nosso.
Perderei os sentidos.
Provarei um estoque etílico.
Queimarei todas as cartas e contas.
Cortarei a energia da tua rua.
Não lhe deixarei beber água.
Só hoje te deixarei ir na contra mão.
Te deixarei dormir no escuro.
Te deixarei chocar se com o muro.
Jogarei lixo no chão.
Rabiscarei paredes.
Serei defensor e acusador do meu próprio movimento.
Vou ser militante.
Vou ser militar.
Me juntarei a multidão que grita por desejos individuais.
Tornar me ei capitalista.
Tornar me ei socialista.
Prometo agir como lider e assumir toda a culpa.
Pregarei o desapego.
Lamentarei a saudade.
Juntar me ei a marcha dos vegetarianos, até a hora do almoço.
Provarei todo um estoque etílico.
Anunciarei uma luta entre Deus e ciência.
Lutarei pelo desejos das massas e depois vou ser egoísta.
Sussurrarei entre a multidão que o mundo é nosso.
Perderei os sentidos.
Provarei um estoque etílico.
Queimarei todas as cartas e contas.
Cortarei a energia da tua rua.
Não lhe deixarei beber água.
Só hoje te deixarei ir na contra mão.
Te deixarei dormir no escuro.
Te deixarei chocar se com o muro.
domingo, 3 de outubro de 2010
Fobia Social
Não quero que me sigam
Não quero que me vejam
Não quero que me toquem
Não quero que me escutem
Não quero que mintam, nem que digam verdades
Não quero que me falem.
Não quero que me sigam, eu sempre estive perdida
Não quero estar só
Todo o mundo está perdido.
Não quero que me vejam
Não quero que me toquem
Não quero que me escutem
Não quero que mintam, nem que digam verdades
Não quero que me falem.
Não quero que me sigam, eu sempre estive perdida
Não quero estar só
Todo o mundo está perdido.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
And time goes by me
Noite longa.
Dia longo.
O tempo não passa, conto horas, dias, não tenho paciência pra minutos.
"Mas eu te entendo, por isso eu estou aqui."
E não sei como lhe dizer, nem o que dizer.
A insônia pertuba.
O tédio irrita.
A angustia machuca.
"Mas nesse momento eu prefiro ter você aqui."
Mas nem queria mesmo, quem iria querer algo de verdade?Você deseja algo e depois percebe que não fez a escolha certa ou que...
E é quando descobre que nem toda refeição tem sabor.
E quando "eu te amo" não faz sentido para quem ouve.
Que um livro não mudará nada.
Nenhuma forma de amor será refletida.
Nem mesmo a tua carne será eterna. ( talvez ela se vá antes de você )
Nem toda dança é pra demonstrar alegria.
Nem mesmo a história terá um final feliz.
E nem mesmo todo veneno é capaz de te matar.
Ah, precisava tirar aquele último texto do "topo" do blog, em todo caso não confio na minha credibilidade para com esse texto, considerei fraco mas provavelmente é melhor que o outro.
Dia longo.
O tempo não passa, conto horas, dias, não tenho paciência pra minutos.
"Mas eu te entendo, por isso eu estou aqui."
E não sei como lhe dizer, nem o que dizer.
A insônia pertuba.
O tédio irrita.
A angustia machuca.
"Mas nesse momento eu prefiro ter você aqui."
Mas nem queria mesmo, quem iria querer algo de verdade?Você deseja algo e depois percebe que não fez a escolha certa ou que...
E é quando descobre que nem toda refeição tem sabor.
E quando "eu te amo" não faz sentido para quem ouve.
Que um livro não mudará nada.
Nenhuma forma de amor será refletida.
Nem mesmo a tua carne será eterna. ( talvez ela se vá antes de você )
Nem toda dança é pra demonstrar alegria.
Nem mesmo a história terá um final feliz.
E nem mesmo todo veneno é capaz de te matar.
Ah, precisava tirar aquele último texto do "topo" do blog, em todo caso não confio na minha credibilidade para com esse texto, considerei fraco mas provavelmente é melhor que o outro.
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