domingo, 6 de fevereiro de 2011

A carta que não tinha nome

Não sei exatamente quando irá abrir este bilhete, ou quando irei voltar. Imagino que quando acha-lo, o envelope já estará amarelado, a mesa coberta por uma fina camada de poeira, e minhas palavras tão apagadas quanto teus olhos ao encontrarem isso.
Te direi que fugi, não porque não eras de meu agrado, fugi de quem sou. E espero que tenha pensado, que você não era o motivo.
Me dói, me amarga, me corrói.
Me larga, me amarra, me dói.
Nunca lhe sussurei palavras utópicas, nunca disse "pra sempre", nem ao menos lhe tentei com palavras sobre o que é eternidade.
Deixei como presente as cinzas do velho mundo, espero que aproveite.


Ficou muito fraco, já faz um tempo que não escrevia textos com um tema assim.