terça-feira, 8 de novembro de 2011

Hoje eu te vi.

E se estiver além das palavras, das caras e bocas, das intenções?
Dos gritos e das mentiras e do desfecho?
E se estiver nos olhos, no calor do abraço, no afago, no cheiro, escondido na essência, enterrado no peito.
E se tudo que foi dito não significa nada quando se toca, quando se pensa, quando se lembra, quando a saudade te aperta, quando o sentimento pisca, como um lampejo do que poderia ser e não é.
Mas sempre foi.
O coração perde um compasso e dá vontade de não te soltar, dá vontade de te beijar;
Bate uma vontade de que o tempo pare, de que o mundo suma, e de que tudo volte.
Então é isso, freia o passo, memoriza a cena, guarda num pedacinho daquele lenço dentro de uma caixa, dentro de uma gaveta, dentro daquela parte do armário que você nunca abre... Só quando quer lembrar de mim.