Ele um pouco esquisito, passava a madrugada lendo HQ.
Ela um tanto indiferente, dormia cedo sem saber o porquê.
Ele com insônia, rabiscava linhas e tomava café.
Ela já não sabia se ainda tinha fé.
Ele encontrava defeitos e contava no relógio.
Ela no mercado procura um desodorante ecológico.
Ele todo desastrado, tentou dizer.
Ela tentou entender.
Ele procurou uma razão.
Ela disse que talvez tudo seguisse na contra-mão.
Puta texto ruim, não sei fazer assim!Ficou sem sentido, mas escrevi na caixa do blogspot mesmo, então postarei, fazer o quê ):
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Divagação
Eu sempre fui uma criança que gostava de se machucar, não gostava da dor, gostava dos curativos.
São tão bonitinhos aqueles band-aid, eram todos desenhados e eu ainda desenhava por cima deles, o que resultava uma obra de arte feita com canetinhas e sangue seco.
Era engraçado ter 4, 5 anos e chegar na escola com curativos no queixo, band-aid nos dedos, era a sensação de ser um veterano de guerra que tinha se ferido cumprindo uma missão, ou algo do tipo.
Mas qual era a missão? Era jogar Super Nintendo, escalar sofás, soltar bombinhas, lutar com o sono, e ficar se esquivando entre um canal e outro, tentando ver dois desenhos ao mesmo tempo, reclamar de ter que tomar banho, cantar mamonas assassinas sem entender a letra, ou então por quase ser expulso da pré-escola porque você enfiou um lápis nas costas de um garoto que queria pegar os teus lápis de cor.
Digo que era tudo tão simples, parecia tudo tão facil, não digo que as coisas são dificeis, a pior parte é ter a animação pra lutar.
É ter um pouquinho de paciência com tudo e ficar pensando "um passo por vez."
Eu não sei onde vou chegar com tudo isso, e espero que você também não saiba.
Tava mais ou menos até a parte da minha infância mas a criatividade acabou e eu não sabia o final, então não me atirem pedras.
São tão bonitinhos aqueles band-aid, eram todos desenhados e eu ainda desenhava por cima deles, o que resultava uma obra de arte feita com canetinhas e sangue seco.
Era engraçado ter 4, 5 anos e chegar na escola com curativos no queixo, band-aid nos dedos, era a sensação de ser um veterano de guerra que tinha se ferido cumprindo uma missão, ou algo do tipo.
Mas qual era a missão? Era jogar Super Nintendo, escalar sofás, soltar bombinhas, lutar com o sono, e ficar se esquivando entre um canal e outro, tentando ver dois desenhos ao mesmo tempo, reclamar de ter que tomar banho, cantar mamonas assassinas sem entender a letra, ou então por quase ser expulso da pré-escola porque você enfiou um lápis nas costas de um garoto que queria pegar os teus lápis de cor.
Digo que era tudo tão simples, parecia tudo tão facil, não digo que as coisas são dificeis, a pior parte é ter a animação pra lutar.
É ter um pouquinho de paciência com tudo e ficar pensando "um passo por vez."
Eu não sei onde vou chegar com tudo isso, e espero que você também não saiba.
Tava mais ou menos até a parte da minha infância mas a criatividade acabou e eu não sabia o final, então não me atirem pedras.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Cabelo
"- Morri.
- Nem morreu não, e se morreu, oi zumbi!
- Cortei meu cabelo, estilo "Joãozinho", agora tá parecendo um capacete!
- Aposto que não tá parecendo um capacete, aposto que tá bonito!
- A única coisa que eu tinha de bonito e eu fiz questão de arruinar.
- Ah, para de falar besteira, deixa eu vê.
- Nossa.
- Nossa.
- Nossa.
- O quê?
- Tá lindo.
- Ah, umas 5 pessoas falaram que tá horrivel!
- Não, sério, tá mais lindo que antes.
- Cê só pode tá zoando comigo.
- Não, ficou muito bonito, eu realmente gostei
- Mas eu tô parecendo um macho!
- Mas você não tá parecendo um macho.
- Ah, obrigada, Pipu.
- Tinha tempo que você não me chamava de Pipu!
- Tinha nada, te chamei ontem!
- Mas ontem a gente não conversou, como pode?
- Ah, da última vez que a gente conversou, não confio na minha memória!
- Eu sei que não foi ontem, e você não me chamou de Pipu!"
Ah, trechos de conversa com a Jéssica, créditos a ela também, e ao seu novo corte de cabelo.
- Nem morreu não, e se morreu, oi zumbi!
- Cortei meu cabelo, estilo "Joãozinho", agora tá parecendo um capacete!
- Aposto que não tá parecendo um capacete, aposto que tá bonito!
- A única coisa que eu tinha de bonito e eu fiz questão de arruinar.
- Ah, para de falar besteira, deixa eu vê.
- Nossa.
- Nossa.
- Nossa.
- O quê?
- Tá lindo.
- Ah, umas 5 pessoas falaram que tá horrivel!
- Não, sério, tá mais lindo que antes.
- Cê só pode tá zoando comigo.
- Não, ficou muito bonito, eu realmente gostei
- Mas eu tô parecendo um macho!
- Mas você não tá parecendo um macho.
- Ah, obrigada, Pipu.
- Tinha tempo que você não me chamava de Pipu!
- Tinha nada, te chamei ontem!
- Mas ontem a gente não conversou, como pode?
- Ah, da última vez que a gente conversou, não confio na minha memória!
- Eu sei que não foi ontem, e você não me chamou de Pipu!"
Ah, trechos de conversa com a Jéssica, créditos a ela também, e ao seu novo corte de cabelo.
Divagações feitas em véspera
"Quer dizer, vão fazer 19 anos que...
Ah, se acalme é tudo uma questão de tempo."
Bom, talvez eu não entenda tão bem como as coisas andam ou como tudo vai mudar, se mudar.
É estranho ver como minutos, horas, dias, meses, estão passando rápido.
Lembro quando o tempo passava devagar, coisa que só acontece quando se está muito feliz ou muito triste, mas nada disso importa agora, não é?
A questão é não saber quando se está no meio da tempestade ou da calmaria.
E você a cada dia percebe que as pessoas são fracas e você passa a fazer comparações, quando digo fraca, vocês me entendem?Digo de espirito, pensamento, ideologia, coisas assim.
E não aproveitar a propria gloria, achar tudo um saco.
"-Você tem a faca e o bolo, sirva-se."
"Mas eu não tenho fome."
Acho que vocês me entendem, não é?
Texto "comemorativo", aniversário chegando, parabéns pra mim (:
Ah, se acalme é tudo uma questão de tempo."
Bom, talvez eu não entenda tão bem como as coisas andam ou como tudo vai mudar, se mudar.
É estranho ver como minutos, horas, dias, meses, estão passando rápido.
Lembro quando o tempo passava devagar, coisa que só acontece quando se está muito feliz ou muito triste, mas nada disso importa agora, não é?
A questão é não saber quando se está no meio da tempestade ou da calmaria.
E você a cada dia percebe que as pessoas são fracas e você passa a fazer comparações, quando digo fraca, vocês me entendem?Digo de espirito, pensamento, ideologia, coisas assim.
E não aproveitar a propria gloria, achar tudo um saco.
"-Você tem a faca e o bolo, sirva-se."
"Mas eu não tenho fome."
Acho que vocês me entendem, não é?
Texto "comemorativo", aniversário chegando, parabéns pra mim (:
sábado, 21 de agosto de 2010
Envelope
E toda mensagem que é enviada tem um destino.
Não concordo.
Porque?
Porque existem inumeros fatores que fazem com que a mensagem não chegue ao destinatário, quer dizer: um cachorro pode destruir a sacola de cartas, o carteiro pode ter um ataque de pânico e jogar toda a correspodência no rio ou simplesmente não entregar mais, se cansar.
Então é um milagre que a correspondência chegue, e quando chega a mensagem já foi passada?
Não, cabe ao destinatário ler, a pessoa pode olhar o título e ignorar, abrir daqui 20/30 anos, se mal faz diferença pra ela abrir agora, qual o sentido de abri daqui a 20 anos?
E talvez seja raro você passar uma mensagem e o mundo entender o que você quer, mas você não entende, você não lê, você tem o envelope com toda a esperança dentro e você não abre, você o coloca na última gaveta e deixa ali, latente, você pega a melhor parte de mim e deixa guardada em uma gaveta qualquer, a única parte que se salvaria e você guarda, então por favor, te peço, devolva a minha carta.
Não concordo.
Porque?
Porque existem inumeros fatores que fazem com que a mensagem não chegue ao destinatário, quer dizer: um cachorro pode destruir a sacola de cartas, o carteiro pode ter um ataque de pânico e jogar toda a correspodência no rio ou simplesmente não entregar mais, se cansar.
Então é um milagre que a correspondência chegue, e quando chega a mensagem já foi passada?
Não, cabe ao destinatário ler, a pessoa pode olhar o título e ignorar, abrir daqui 20/30 anos, se mal faz diferença pra ela abrir agora, qual o sentido de abri daqui a 20 anos?
E talvez seja raro você passar uma mensagem e o mundo entender o que você quer, mas você não entende, você não lê, você tem o envelope com toda a esperança dentro e você não abre, você o coloca na última gaveta e deixa ali, latente, você pega a melhor parte de mim e deixa guardada em uma gaveta qualquer, a única parte que se salvaria e você guarda, então por favor, te peço, devolva a minha carta.
Mais
Então, como você se sente?Seja sincero dessa vez!
Bom, eu sinto um pesar em mim, como se o mundo fosse cair, entende?
Não.
O meu mundo!
Continuo não entendendo o que acontece, na verdade não sei o que vou encontrar em cada esquina, quer dizer antes eu tinha um plano, tinha sonhos.
E o que tem agora?
Agora eu tenho tudo o que queria ter antes, mas não me sinto feliz, não me sinto completo.
E porque se sente assim?
Não sei, não sinto emoção em nada e tudo o que faço parece não ter resultado, não funcionar, sabe; existiram dias em que tudo o que eu fazia funcionava e tinha planos exatamente pro próximo passo, próximo dia, e o dia finalmente chegou e fim, isso não é a porra de um filme!
Exatamente, a vida não é como um filme.
Pois é, depois do "final feliz" o que segue?Os créditos, mas e depois? O que acontece depois, quer dizer, a vida pode acabar logo depois dos créditos e um dos personagens principais ser atropleado por um ônibus, digo a vida é imprevisivel.
E você tem medo disso?
Sim, eu sentia que eu podia controlar a minha vida, sentia que podia controlar cada passo meu e das pessoas que me cercavam, eu via um pouco alem, não muito, mas sempre vi um pouco mais que os outros.
Você não acha que o pouco que você via não podia ser muito pra uma pessoa normal?
Não, até porque eu não era influenciado, eu influenciava, e putz, o mundo era meu, você me entende?Meu mundo?
E o que você quer dizer?Você sabe que no fim, eu não existo não é? Que meu nome nem aparecerá nos créditos finais.
Eis aqui o auge da decadência humana, então.
Não foi bom, não foi belo, mas é o que salva a noite e um pouquinho da manhã.
Bom, eu sinto um pesar em mim, como se o mundo fosse cair, entende?
Não.
O meu mundo!
Continuo não entendendo o que acontece, na verdade não sei o que vou encontrar em cada esquina, quer dizer antes eu tinha um plano, tinha sonhos.
E o que tem agora?
Agora eu tenho tudo o que queria ter antes, mas não me sinto feliz, não me sinto completo.
E porque se sente assim?
Não sei, não sinto emoção em nada e tudo o que faço parece não ter resultado, não funcionar, sabe; existiram dias em que tudo o que eu fazia funcionava e tinha planos exatamente pro próximo passo, próximo dia, e o dia finalmente chegou e fim, isso não é a porra de um filme!
Exatamente, a vida não é como um filme.
Pois é, depois do "final feliz" o que segue?Os créditos, mas e depois? O que acontece depois, quer dizer, a vida pode acabar logo depois dos créditos e um dos personagens principais ser atropleado por um ônibus, digo a vida é imprevisivel.
E você tem medo disso?
Sim, eu sentia que eu podia controlar a minha vida, sentia que podia controlar cada passo meu e das pessoas que me cercavam, eu via um pouco alem, não muito, mas sempre vi um pouco mais que os outros.
Você não acha que o pouco que você via não podia ser muito pra uma pessoa normal?
Não, até porque eu não era influenciado, eu influenciava, e putz, o mundo era meu, você me entende?Meu mundo?
E o que você quer dizer?Você sabe que no fim, eu não existo não é? Que meu nome nem aparecerá nos créditos finais.
Eis aqui o auge da decadência humana, então.
Não foi bom, não foi belo, mas é o que salva a noite e um pouquinho da manhã.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Agosto
I – Tomada vinte
Desde que você se foi minha vida é um desastre.
Se sente como se tudo estivesse vindo ao chão.
Em cada uma das esquinas, tudo esta mudando
E se sente insólito.
Desde que você se foi, vamos nos tornando pouco a pouco o reflexo da miséria humana
Vamos mostrando do que somos feitos.
Escárnio. Cinismo. Irresponsabilidade. Falta de interesse. Falta de motivações.
Perdidos enfim; começando planos para desistir em seguida e apostando em sonhos que nos fazem sofrer e vivendo de futilidades em uma busca irrefreável a procura de satisfação que nunca sacia nossa sede.
Sede de álcool, de cigarros, de adrenalina, de atenção, de carinho, de piedade, de humanidade, de autoconhecimento de autodestruição.
Incapacidade e fúria.
II – Mimada.
Volta pai.
Quero fazer de conta que eu sou uma criança. Quero deitar no teu colo e te pedir proteção. Te exigir respostas sempre na ponta da língua. Deixa eu me enganar por mais dez minutinhos; daqueles que eu te pedia aos sábados pela manhã quando você ia me acordar. Deixa pai.
Pai deixa tudo. Pai se pudesse nos daria tudo.
Tudo de nobre e belo que alguém pode ser. Pai plebeu com filha princesa. Não menos que impossível aos olhos do mundo.
Mas ela pode.
Se finge de rei para fazê-la feliz.
O pai deixa tudo.
Até se apaixonar por um outro qualquer e não deixar o pai cuidar.
Até entregá-la no altar.
Pai deixa tudo.
Menina mimada quebra a cara com o mundo.
Desde que você se foi minha vida é um desastre.
Se sente como se tudo estivesse vindo ao chão.
Em cada uma das esquinas, tudo esta mudando
E se sente insólito.
Desde que você se foi, vamos nos tornando pouco a pouco o reflexo da miséria humana
Vamos mostrando do que somos feitos.
Escárnio. Cinismo. Irresponsabilidade. Falta de interesse. Falta de motivações.
Perdidos enfim; começando planos para desistir em seguida e apostando em sonhos que nos fazem sofrer e vivendo de futilidades em uma busca irrefreável a procura de satisfação que nunca sacia nossa sede.
Sede de álcool, de cigarros, de adrenalina, de atenção, de carinho, de piedade, de humanidade, de autoconhecimento de autodestruição.
Incapacidade e fúria.
II – Mimada.
Volta pai.
Quero fazer de conta que eu sou uma criança. Quero deitar no teu colo e te pedir proteção. Te exigir respostas sempre na ponta da língua. Deixa eu me enganar por mais dez minutinhos; daqueles que eu te pedia aos sábados pela manhã quando você ia me acordar. Deixa pai.
Pai deixa tudo. Pai se pudesse nos daria tudo.
Tudo de nobre e belo que alguém pode ser. Pai plebeu com filha princesa. Não menos que impossível aos olhos do mundo.
Mas ela pode.
Se finge de rei para fazê-la feliz.
O pai deixa tudo.
Até se apaixonar por um outro qualquer e não deixar o pai cuidar.
Até entregá-la no altar.
Pai deixa tudo.
Menina mimada quebra a cara com o mundo.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Uma vez ela me perguntou sorrindo
Pra onde vão as estrelas que não voltam para o céu?
E eu respondi que ficavam no coração de quem as admirava.
Vou dar a opção de substituir a admiração por amor, fica a critério de vocês (: .
E eu respondi que ficavam no coração de quem as admirava.
Vou dar a opção de substituir a admiração por amor, fica a critério de vocês (: .
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
É Tempo de Digerir a Dor.
É tempo de digerir a dor.
Não a mais nada que você possa fazer com ela.
Pare de ficar pensando se poderias ter evitado essa situação ou não. Cada mínimo gesto seu se reflete em conseqüências inimagináveis se pararmos para analisar. Movimento em cadeia. Dor em correntes.
Milhares de ligações mandando fluídos de dor direto no seu coração. O que você pode fazer com isso afinal? Nada... Eu sinto muito, mas você não pode fazer nada. Mas eu te garanto que não vai durar pra sempre.
Eu gosto de pensar que isso funciona como os “anticorpos”. Você é atacado por uma doença realmente intensa; e então tudo que você tem que fazer é esperar, ou ela vai te matar, ou você vai sair dessa e nunca mais vai sofrer tanto com ela novamente, ainda que ela te pegue outra vez. Tudo questão de tempo...
A vida é engraçada às vezes. Num momento você se acha extremamente capaz, valente, olhando pro futuro como se nada de mal pudesse te pegar. E então, surpresa, a vida te puxa e faz você acordar pra realidade que ela é uma vadia; e que as forças que medem o universo estão muito além da sua capacidade medíocre, você nunca vai entendê-las, por mais que tente.
Mas, hey! Você é um ser humano. Por sorte o seu cérebro, com toda a sua impressionante capacidade racional, vai dar um jeitinho nisso! Você vai se esquecer. Por mais que você não queira, por mais que alguém comente algo que te puxe a memória e te faça lembrar, você vai esquecer. E de repente, não mais que de repente, você se pega voltando a sua vidinha de sempre, com as coisas de sempre e os hábitos de sempre adequados as mudanças. O ser humano é realmente uma máquina perfeita não?
É.
Pode levantar desse beco escuro agora. Nos dois sabemos que a vida não é só isso, apenas tente evoluir. Exija um pouco mais da sua racionalidade e procure não esquecer simplesmente para não cometer os mesmos erros. Eu bem sei o quanto isso pode ser complicado nesse momento, mas você vai voltar a sorrir. No fundo você já sabe disso.
Portanto, se quiser chorar, chore. Se quiser gritar, grite. Se quiser dar uma de rebelde por uma noite nada te impede. Só tome cuidado para não machucar alguém pelo caminho, pessoas que queriam te ajudar; no final você vai estar se perguntando se valeu à pena.
Mas eu não estou aqui pra te disser o que fazer, longe de mim! Apenas te peço que conserve uma boa memória enquanto termina de digerir a dor.
Não a mais nada que você possa fazer com ela.
Pare de ficar pensando se poderias ter evitado essa situação ou não. Cada mínimo gesto seu se reflete em conseqüências inimagináveis se pararmos para analisar. Movimento em cadeia. Dor em correntes.
Milhares de ligações mandando fluídos de dor direto no seu coração. O que você pode fazer com isso afinal? Nada... Eu sinto muito, mas você não pode fazer nada. Mas eu te garanto que não vai durar pra sempre.
Eu gosto de pensar que isso funciona como os “anticorpos”. Você é atacado por uma doença realmente intensa; e então tudo que você tem que fazer é esperar, ou ela vai te matar, ou você vai sair dessa e nunca mais vai sofrer tanto com ela novamente, ainda que ela te pegue outra vez. Tudo questão de tempo...
A vida é engraçada às vezes. Num momento você se acha extremamente capaz, valente, olhando pro futuro como se nada de mal pudesse te pegar. E então, surpresa, a vida te puxa e faz você acordar pra realidade que ela é uma vadia; e que as forças que medem o universo estão muito além da sua capacidade medíocre, você nunca vai entendê-las, por mais que tente.
Mas, hey! Você é um ser humano. Por sorte o seu cérebro, com toda a sua impressionante capacidade racional, vai dar um jeitinho nisso! Você vai se esquecer. Por mais que você não queira, por mais que alguém comente algo que te puxe a memória e te faça lembrar, você vai esquecer. E de repente, não mais que de repente, você se pega voltando a sua vidinha de sempre, com as coisas de sempre e os hábitos de sempre adequados as mudanças. O ser humano é realmente uma máquina perfeita não?
É.
Pode levantar desse beco escuro agora. Nos dois sabemos que a vida não é só isso, apenas tente evoluir. Exija um pouco mais da sua racionalidade e procure não esquecer simplesmente para não cometer os mesmos erros. Eu bem sei o quanto isso pode ser complicado nesse momento, mas você vai voltar a sorrir. No fundo você já sabe disso.
Portanto, se quiser chorar, chore. Se quiser gritar, grite. Se quiser dar uma de rebelde por uma noite nada te impede. Só tome cuidado para não machucar alguém pelo caminho, pessoas que queriam te ajudar; no final você vai estar se perguntando se valeu à pena.
Mas eu não estou aqui pra te disser o que fazer, longe de mim! Apenas te peço que conserve uma boa memória enquanto termina de digerir a dor.
E o passado
Me lembro que eu tinha meus primeiros 21 anos, quando eu te vi pela primeira vez:
Era uma manhã fria, eu bebia café quente, era gostoso, foi em 1098; Acho que você nem me viu, foi essa a grande impressão que eu tive: você era linda, tinha algo de diferente, não tinha "correntes", era livre, e isso me chamou muito a atenção.
Não sei como te conquistei a princípio, alguns diriam sorte, talvez, não foi o destino ou algo do tipo, mas acabou acontecendo.
Nos casamos em 1909, no inverno. Acho que de todas as existências que já tive, esse é o único dia que não consigo me esquecer: Você estava linda, não conheço palavra que te descreva bem, acho que essa provavelmente é a que chega mais perto, mas você estava feliz, eu consegui fazer alguém feliz, lembro que não tinha metas, planos ou qualquer ideia do que queria antes de você aparecer no inverno de 1908, daí eu me esforcei pra ser o melhor, o melhor pra você, o melhor pro mundo, e eu tinha seus braços pra descansar, e era tão bom.
Mas em 1963 eu deixei tudo, te deixei sozinha, não porque eu queria, eu nunca quis me separar de você, mas eu disse que voltaria por você, voltaria pra viver tudo aquilo de novo, acho que foi onde eu consegui salvar parte das minha memorias, sei que você já não é mais a garota, a minha garota de 1908, imagino que já seja outra pessoa, mas sei que você está ai, não sei se você vai lembrar de mim, pra falar a verdade não sei por onde começar a te procurar, mas procuro, em cada canto que me lembra seu perfume, não sei como você é hoje, mas creio que eu vá te encontrar e hoje me lembrei ainda mais de você: está frio, frio do jeito que ela gostava. Me pergunto se você ainda gosta do frio, se você um dia irá gostar de mim ou até se vou te encontrar um dia. Mas se você ler, sei que vai lembrar e sei que vai responder a esse anúncio e que vai sorrir e me dizer que você tá perto de mim e vai sorrir como antigamente, afinal a vida é curta e que você se lembra muito bem da primeira vez em que eu morri.
Acho que preciso parar de passar a noite acordado e depois tomar café pela manhã
Era uma manhã fria, eu bebia café quente, era gostoso, foi em 1098; Acho que você nem me viu, foi essa a grande impressão que eu tive: você era linda, tinha algo de diferente, não tinha "correntes", era livre, e isso me chamou muito a atenção.
Não sei como te conquistei a princípio, alguns diriam sorte, talvez, não foi o destino ou algo do tipo, mas acabou acontecendo.
Nos casamos em 1909, no inverno. Acho que de todas as existências que já tive, esse é o único dia que não consigo me esquecer: Você estava linda, não conheço palavra que te descreva bem, acho que essa provavelmente é a que chega mais perto, mas você estava feliz, eu consegui fazer alguém feliz, lembro que não tinha metas, planos ou qualquer ideia do que queria antes de você aparecer no inverno de 1908, daí eu me esforcei pra ser o melhor, o melhor pra você, o melhor pro mundo, e eu tinha seus braços pra descansar, e era tão bom.
Mas em 1963 eu deixei tudo, te deixei sozinha, não porque eu queria, eu nunca quis me separar de você, mas eu disse que voltaria por você, voltaria pra viver tudo aquilo de novo, acho que foi onde eu consegui salvar parte das minha memorias, sei que você já não é mais a garota, a minha garota de 1908, imagino que já seja outra pessoa, mas sei que você está ai, não sei se você vai lembrar de mim, pra falar a verdade não sei por onde começar a te procurar, mas procuro, em cada canto que me lembra seu perfume, não sei como você é hoje, mas creio que eu vá te encontrar e hoje me lembrei ainda mais de você: está frio, frio do jeito que ela gostava. Me pergunto se você ainda gosta do frio, se você um dia irá gostar de mim ou até se vou te encontrar um dia. Mas se você ler, sei que vai lembrar e sei que vai responder a esse anúncio e que vai sorrir e me dizer que você tá perto de mim e vai sorrir como antigamente, afinal a vida é curta e que você se lembra muito bem da primeira vez em que eu morri.
Acho que preciso parar de passar a noite acordado e depois tomar café pela manhã
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
E uma vez eu disse
Que conheci um garoto, e ele falava coisas estranhas, contava coisas engraçadas e que fazia piada de tudo:
"- Existem uma ou duas coisas com que eu consigo me importar, o resto é bobagem."
E acho que esse garoto era uma excessão, digo ele tinha gostos estranhos e normalmente não se enquadrava em nenhum padrão:
"Porquê eu preciso sair?Eu me importo com algumas pessoas, e acho que elas se importam comigo."
Quando se sentia mal se fechava para o mundo, como um alerta de bomba atômica, quando se sentia seguro, resolvia dar a cara a tapa novamente:
"Alguém uma vez me disse que pra ser brasileiro a gente tem que gostar de futebol, bunda e carnaval. Putz, eu sou o quê?"
E as vezes dizia não ter motivação, nada do que fazia parecia ter algum resultado, a cada batalha saia mais ferido e com vontade de desistir:
"Uma vez Zeus libertou Atlas de sustentar o céu, Atlas sorriu e recusou e disse a seguinte frase: Você me condenou a isto porque sabe que eu aguentaria o peso, se eu sair daqui quem poderia fazer isso?"
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de explodir coisas e que dormia em horários irregulares e que não se importava com datas:
"Ah, qual o sentido de carregar o peso do mundo?Eu mal carrego o peso do meu mundo."
Certa vez eu conheci um garoto que mudava de personalidade as vezes mesmo que sem querer:
"Meio que me acostumei a mudanças, acontecem tão rápido, inclusive comigo, difícil é sustentar o peso de algumas mudanças, mas logo tudo passa"
E ele arriscava escrever algumas palavras, fazer algumas músicas e comer porcarias.
"Não tem nada que eu consiga fazer direito, cedo ou tarde acabo estragando tudo, ou quase tudo."
E era desastrado, vivia chutando o sofá, quebrando copos e falando coisas que não faziam o menor sentido:
"Existem dias em que eu sinto que tudo o que faço funciona exatamente como eu imagino, mas esses dias pararam tem algum tempo e só não consigo me adaptar a arriscar em algo que eu não tenho certeza, mas arriscar é isso, não é?"
E uma vez eu conheci um garoto que era otimista, ele me apoiava e dizia que tudo ia dar certo, tudo ia melhorar e que um dia tudo voltaria ao normal:
"Já sabemos que pior não vai ficar, não é?Então agora é só ter paciência."
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de falar dele mesmo na terceira pessoa e que escrevia durante as madrugadas de tédio.
"- Existem uma ou duas coisas com que eu consigo me importar, o resto é bobagem."
E acho que esse garoto era uma excessão, digo ele tinha gostos estranhos e normalmente não se enquadrava em nenhum padrão:
"Porquê eu preciso sair?Eu me importo com algumas pessoas, e acho que elas se importam comigo."
Quando se sentia mal se fechava para o mundo, como um alerta de bomba atômica, quando se sentia seguro, resolvia dar a cara a tapa novamente:
"Alguém uma vez me disse que pra ser brasileiro a gente tem que gostar de futebol, bunda e carnaval. Putz, eu sou o quê?"
E as vezes dizia não ter motivação, nada do que fazia parecia ter algum resultado, a cada batalha saia mais ferido e com vontade de desistir:
"Uma vez Zeus libertou Atlas de sustentar o céu, Atlas sorriu e recusou e disse a seguinte frase: Você me condenou a isto porque sabe que eu aguentaria o peso, se eu sair daqui quem poderia fazer isso?"
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de explodir coisas e que dormia em horários irregulares e que não se importava com datas:
"Ah, qual o sentido de carregar o peso do mundo?Eu mal carrego o peso do meu mundo."
Certa vez eu conheci um garoto que mudava de personalidade as vezes mesmo que sem querer:
"Meio que me acostumei a mudanças, acontecem tão rápido, inclusive comigo, difícil é sustentar o peso de algumas mudanças, mas logo tudo passa"
E ele arriscava escrever algumas palavras, fazer algumas músicas e comer porcarias.
"Não tem nada que eu consiga fazer direito, cedo ou tarde acabo estragando tudo, ou quase tudo."
E era desastrado, vivia chutando o sofá, quebrando copos e falando coisas que não faziam o menor sentido:
"Existem dias em que eu sinto que tudo o que faço funciona exatamente como eu imagino, mas esses dias pararam tem algum tempo e só não consigo me adaptar a arriscar em algo que eu não tenho certeza, mas arriscar é isso, não é?"
E uma vez eu conheci um garoto que era otimista, ele me apoiava e dizia que tudo ia dar certo, tudo ia melhorar e que um dia tudo voltaria ao normal:
"Já sabemos que pior não vai ficar, não é?Então agora é só ter paciência."
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de falar dele mesmo na terceira pessoa e que escrevia durante as madrugadas de tédio.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Puzzle
E você é minha peça de quebra-cabeça:
É a peça que eu tento encaixar na minha vida.
É você que eu não entendo.
É por você que não me entendo.
E é por você que eu fico guardado em uma caixa.
E é por você que eu tento me encaixar no mundo.
E é você que eu não consigo desvendar.
E é pra você que eu não consigo me explicar quando todas as peças se juntam.
E é por você que eu tenho essa peça de quebra cabeça tatuada.
Só pra me lembrar que ninguém é perfeito.
É a peça que eu tento encaixar na minha vida.
É você que eu não entendo.
É por você que não me entendo.
E é por você que eu fico guardado em uma caixa.
E é por você que eu tento me encaixar no mundo.
E é você que eu não consigo desvendar.
E é pra você que eu não consigo me explicar quando todas as peças se juntam.
E é por você que eu tenho essa peça de quebra cabeça tatuada.
Só pra me lembrar que ninguém é perfeito.
A carta que nunca chegou parte 2
Oi, já tem duas semanas desde que eu mandei aquela última carta, não sei como estão as coisas por aí, e nem se já recebeu a minha carta, mas espero que esteja tudo bem com você.
Bom, as coisas estão no mesmo ritmo de antes; Tudo parece um pouco devagar, e ainda existem algumas coisas que estão fora do lugar, mas é só fingir que está tudo bem, que tá tudo certo, é fácil enganar as pessoas, mas se enganar é sempre a coisa mais difícil, tenho que admitir, portanto usarei essa carta como um desabafo e pra contar que eu não volto mais pro Brasil.
Eu disse que te amava, não é?Verdade, sinto por você um afeto e um carinho que eu não senti por ninguém, até duvido que vou sentir algo parecido um dia.
Então, na minha visão sobre o amor você só ama uma vez: O resto eu chamo de "espelho" é quando você busca características do que você gostava em uma pessoa e procurava justamente, e quando você evita os defeitos da pessoa anterior (Ainda acredito que só se ama uma vez).
E talvez ache tudo isso um exagero (sei que é),mas é essa a minha opinião.
Confesso ainda que tá sendo ótimo viajar, e bem, é isso, aposto que não acreditaria se eu dissesse que sinto sua falta, então fica aqui um breve adeus, e pode considerar que continuo repetindo as palavras da última carta.
Bom, as coisas estão no mesmo ritmo de antes; Tudo parece um pouco devagar, e ainda existem algumas coisas que estão fora do lugar, mas é só fingir que está tudo bem, que tá tudo certo, é fácil enganar as pessoas, mas se enganar é sempre a coisa mais difícil, tenho que admitir, portanto usarei essa carta como um desabafo e pra contar que eu não volto mais pro Brasil.
Eu disse que te amava, não é?Verdade, sinto por você um afeto e um carinho que eu não senti por ninguém, até duvido que vou sentir algo parecido um dia.
Então, na minha visão sobre o amor você só ama uma vez: O resto eu chamo de "espelho" é quando você busca características do que você gostava em uma pessoa e procurava justamente, e quando você evita os defeitos da pessoa anterior (Ainda acredito que só se ama uma vez).
E talvez ache tudo isso um exagero (sei que é),mas é essa a minha opinião.
Confesso ainda que tá sendo ótimo viajar, e bem, é isso, aposto que não acreditaria se eu dissesse que sinto sua falta, então fica aqui um breve adeus, e pode considerar que continuo repetindo as palavras da última carta.
domingo, 1 de agosto de 2010
A carta que nunca chegou
Já faz algum tempo desde que nos falamos, não é?Eu gostaria de te contar algumas novidades:
Eu decidi viajar pelo mundo, não havia muita coisa pra se fazer no meu lugar, assim que surgiu a oportunidade peguei a minha mochila e enchi com tudo o que achava necessário incluindo uma bandeira do Brasil (você vai achar isso engraçado, mas só longe do Brasil consegui sentir amor e saudade pelo meu país) Mas até que tá tudo indo bem, eu sinto saudade, um aperto estranho as vezes, sinto saudade de te abraçar enquanto a gente escuta uma boa música, ou quando eu começo a falar sobre o quão estranho foi meu dia e ver você sorrindo das coisas que só acontecem comigo, e até quando eu começo a falar durante um filme que digo ser entediante.
E cada dia passa mais rápido, lembro que comecei a escrever essa carta as 23:18, e já passam das 4 da manhã, acho que enquanto escrevia eu parei pra pensar no passado, são lembranças que me fazem pensar em voltar.
Ah, eu to no meio do Atlântico, não sei bem pra onde irei ainda, mas quando chegar em terra-firme colocarei a carta e você saberá onde eu estou.
Só queria dizer que eu sinto sua falta e que te amo muito.
Eu decidi viajar pelo mundo, não havia muita coisa pra se fazer no meu lugar, assim que surgiu a oportunidade peguei a minha mochila e enchi com tudo o que achava necessário incluindo uma bandeira do Brasil (você vai achar isso engraçado, mas só longe do Brasil consegui sentir amor e saudade pelo meu país) Mas até que tá tudo indo bem, eu sinto saudade, um aperto estranho as vezes, sinto saudade de te abraçar enquanto a gente escuta uma boa música, ou quando eu começo a falar sobre o quão estranho foi meu dia e ver você sorrindo das coisas que só acontecem comigo, e até quando eu começo a falar durante um filme que digo ser entediante.
E cada dia passa mais rápido, lembro que comecei a escrever essa carta as 23:18, e já passam das 4 da manhã, acho que enquanto escrevia eu parei pra pensar no passado, são lembranças que me fazem pensar em voltar.
Ah, eu to no meio do Atlântico, não sei bem pra onde irei ainda, mas quando chegar em terra-firme colocarei a carta e você saberá onde eu estou.
Só queria dizer que eu sinto sua falta e que te amo muito.
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