Tinha 36 anos.
Guardava antigas palhetas.
Colecionava 3 divórcios.
Tinha 2 carros.
Era dono de um apartamento.
Possuia uma casa na praia.
Tinha 2 cachorros.
Centenas de livros.
Incontáveis discos.
Um emprego invejável.
Uma TV de 100''.
Quadros raros.
Um coração ainda vazio.
Me superei, me superei, esse foi extremamente medíocre, me levantei da cama porque esse texto não saia da cabeça em forma de discurso, algo tão "cultura de massa", auto-ajuda e mimimi.
Nem eu consegui gostar disso mas já levantei da cama mesmo, mesmo que o esforço não tenha sido tão valido, talvez seja o tipo de coisa que te faz pensar em valores ($$) ou familiares, anyway, se você chegou a ler até aqui, você passou no teste de chatisse da pior coisa já escrita.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
É tudo questão de tempo
Meu dia tem 10 horas.
Simples: não são 24, nem ao menos 12 horas, o meu dia tem 10 horas.
Qualquer humano deveria ficar acordado pelo menos 12 horas.
É uma pena meu dia ter 10 horas.
Você pode achar que ainda é muito mas que diferença faz?
Você acorda e sabe exatamente o tempo que lhe resta, soa como uma contagem regressiva, não se pode desperdiçar tempo, não se pode desperdiçar o tempo.
Acordarás sentindo frio, colocarás o pé no chão e a partir daí não sentirá nada.
Irá provar o maior dos banquetes e não sentirá gosto, não terás paladar.
Terá todas as riquezas do homem e ainda assim se sentirá pobre.
Será saudável, porém a cada dia se sentirá mais doente.
Desfrutará de aventuras e não sentirá nada alem do tédio.
Dormirá com as mais belas mulheres e não terá prazer.
Porquê?
Porque lhe falta tempo, lhe falta amor.
Ando meio sumido, não porque achei algo melhor pra fazer a criatividade quase não aparece e quando chega, tento ao máximo fazer algo digno de que seja lido, ou não.
Simples: não são 24, nem ao menos 12 horas, o meu dia tem 10 horas.
Qualquer humano deveria ficar acordado pelo menos 12 horas.
É uma pena meu dia ter 10 horas.
Você pode achar que ainda é muito mas que diferença faz?
Você acorda e sabe exatamente o tempo que lhe resta, soa como uma contagem regressiva, não se pode desperdiçar tempo, não se pode desperdiçar o tempo.
Acordarás sentindo frio, colocarás o pé no chão e a partir daí não sentirá nada.
Irá provar o maior dos banquetes e não sentirá gosto, não terás paladar.
Terá todas as riquezas do homem e ainda assim se sentirá pobre.
Será saudável, porém a cada dia se sentirá mais doente.
Desfrutará de aventuras e não sentirá nada alem do tédio.
Dormirá com as mais belas mulheres e não terá prazer.
Porquê?
Porque lhe falta tempo, lhe falta amor.
Ando meio sumido, não porque achei algo melhor pra fazer a criatividade quase não aparece e quando chega, tento ao máximo fazer algo digno de que seja lido, ou não.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Lepisma
No meu guarda-roupa tem traças, a cada dia que passa elas destroem minhas roupas.
Na minha parede tem fungos, eles escurecem as paredes e dão mal cheiro ao lugar.
Em minha janela existem grades, elas me impedem de fugir.
Na minha porta uma tranca, ela permite que eu me isole do mundo.
No meu muro alto passa uma constante corrente elétrica, impedindo que me atrapalhem.
Na entrada da casa uma câmera me ajuda a observer o mundo e não ser observado.
E um portão grande que me tranca do mundo, como agora.
As notícias são repetitivas.
Você também é.
Em meu coração há uma traça.
No meu coração tem naftalina.
Na minha parede tem fungos, eles escurecem as paredes e dão mal cheiro ao lugar.
Em minha janela existem grades, elas me impedem de fugir.
Na minha porta uma tranca, ela permite que eu me isole do mundo.
No meu muro alto passa uma constante corrente elétrica, impedindo que me atrapalhem.
Na entrada da casa uma câmera me ajuda a observer o mundo e não ser observado.
E um portão grande que me tranca do mundo, como agora.
As notícias são repetitivas.
Você também é.
Em meu coração há uma traça.
No meu coração tem naftalina.
Fantoche de pano
Palavras chave: Falsidade, falso moralismo, comporamentos determinados pela ocasião.
Você é dois
eu posso ver
todos podem assim como você.
E você o faz
querendo e sem querer
acostumado a brincar com o querer
de quem te quer amar e de quem te quer usar
sem diferenciar
ou para diferenciar
ou para diversificar
tirar da rotina
escandalizar
Mas você quer descontrolar
sem esquematizar
viabilizar
por ai quer magoar
quer valorizar
desvalorizar
quer se expressar
vai ver quer gritar
socorro.
vai ver quer correr
sem rumo
vai ver quer sentir
no rosto
o vento bater.
vai ver quer sentir
a vida
como se não fosse tão mal vivida
vai ver quer dizer pro mundo
Vai ver quer todos os holofotes
Você quer os holofotes
todos querem os holofotes
teatro de fantoches
cada um com sua meia
fingindo ser-mão.
Você é dois
eu posso ver
todos podem assim como você.
E você o faz
querendo e sem querer
acostumado a brincar com o querer
de quem te quer amar e de quem te quer usar
sem diferenciar
ou para diferenciar
ou para diversificar
tirar da rotina
escandalizar
Mas você quer descontrolar
sem esquematizar
viabilizar
por ai quer magoar
quer valorizar
desvalorizar
quer se expressar
vai ver quer gritar
socorro.
vai ver quer correr
sem rumo
vai ver quer sentir
no rosto
o vento bater.
vai ver quer sentir
a vida
como se não fosse tão mal vivida
vai ver quer dizer pro mundo
Vai ver quer todos os holofotes
Você quer os holofotes
todos querem os holofotes
teatro de fantoches
cada um com sua meia
fingindo ser-mão.
I'm never ready.
E se eu quiser me vestir de paz.
E se eu quiser me vestir de glória,
de vitória,
soberba -
- controle
Em tempos de miséria,
assim tu o verás.
E se eu quiser me pintar de guerra,
de dor,
de dramatização,
de lágrimas falsas,
de conformidade.
Assim aceitarás.
E se eu quiser costurar um manto;
fio por fio;
de uma teia de mentiras
meticulosamente traçadas
folheadas por pedaços de verdade;
assim as comerás.
Como o palhaço triste sempre pronto pra sorrir.
Como a criança mimada sempre a postos a pedir mais.
Como um robô programado para fazer o seu dever.
Como alguém que não pode lutar contra o que realmente é.
Como uma flecha no meio do peito.
Como um buraco que deixa escapar
cada pedaço desse mal estar,
cada rincão desse meu pesar.
Que nada mais é do que o meu próprio ser
abafado pelo meu controle.
Mas sempre prestes a dominar.
E na verdade sempre domina.
Pois é mal intencionado até quando parece não ser.
Quantos toques falsos sem paixão
quantos abraços, beijos, apertos de mão;
quantos olhares trocados sem direção;
tanto sim, para o que deveria ser não.
Escapei.
E se eu quiser me vestir de glória,
de vitória,
soberba -
- controle
Em tempos de miséria,
assim tu o verás.
E se eu quiser me pintar de guerra,
de dor,
de dramatização,
de lágrimas falsas,
de conformidade.
Assim aceitarás.
E se eu quiser costurar um manto;
fio por fio;
de uma teia de mentiras
meticulosamente traçadas
folheadas por pedaços de verdade;
assim as comerás.
Como o palhaço triste sempre pronto pra sorrir.
Como a criança mimada sempre a postos a pedir mais.
Como um robô programado para fazer o seu dever.
Como alguém que não pode lutar contra o que realmente é.
Como uma flecha no meio do peito.
Como um buraco que deixa escapar
cada pedaço desse mal estar,
cada rincão desse meu pesar.
Que nada mais é do que o meu próprio ser
abafado pelo meu controle.
Mas sempre prestes a dominar.
E na verdade sempre domina.
Pois é mal intencionado até quando parece não ser.
Quantos toques falsos sem paixão
quantos abraços, beijos, apertos de mão;
quantos olhares trocados sem direção;
tanto sim, para o que deveria ser não.
Escapei.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Do lado de dentro
Os dois ainda na cama, ele indiferente, ela o abraça.
Ele diz que esperava mais.
"Se não gostou, vista suas roupas e vá embora!"
Juro que queria encaixar esse texto em algo, montei um diálogo que foi desmontado e acabou virando isso por ser monótono. Confesso que essa frase não sai da cabeça tem alguns dias.
Tudo certinho?
Ele diz que esperava mais.
"Se não gostou, vista suas roupas e vá embora!"
Juro que queria encaixar esse texto em algo, montei um diálogo que foi desmontado e acabou virando isso por ser monótono. Confesso que essa frase não sai da cabeça tem alguns dias.
Tudo certinho?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Esse seu muro de pedras
"- Olha essa bagunça, esse caos, como você consegue viver com isso?
- Foi você quem disse que eu tenho esse tique de coçar o pulso né?
- Você ouviu o que eu falei?
- Sim, eu tenho esse tique mesmo?
- O chão tá cheio de papel, você escreve coisas nas paredes, imagina se o dono do AP vê isso!
- Ah, já viu, não lembro o que ele falou, sei que não gostou, provavelmente vou ter que pagar isso também.
- Os vizinhos não reclamam do som alto?
- Ah, no andar de cima mora uma velha que mora no nono andar que não escuta nada, e o sétimo andar tá vazio.
- Provavelmente sairam por causa da tua música alta.
- Na verdade foi porquê me viram pegar a correspondência de cueca, era madrugada eu fui lá embaixo, lembrei de um livro que tinha comprado e fui conferir se tinha chegado.
- E aí?
- O livro tinha chegado.
- Não quis dizer isso.
- Ah, sim! Na verdade eles estavam voltando de uma festa, jantar, sei lá, sei que chegaram no prédio e me viram de cueca perto do elevador, coloquei meu livro no braço e subi junto com eles, fui multado por causa disso, pra variar.
- Você é idiota.
- Preciso repetir o que eu disse uma hora atrás?
- O quê?
- Eu tenho esse tique de coçar o pulso?
- Idiota.
Preciso escrever algo decente.
Preciso te tirar desse abrigo nuclear.
Não liguem pra minha divagação.
Ah, o título vem de uma frase de Peanuts, acho que se pesquisar no google tem o texto todo.
- Foi você quem disse que eu tenho esse tique de coçar o pulso né?
- Você ouviu o que eu falei?
- Sim, eu tenho esse tique mesmo?
- O chão tá cheio de papel, você escreve coisas nas paredes, imagina se o dono do AP vê isso!
- Ah, já viu, não lembro o que ele falou, sei que não gostou, provavelmente vou ter que pagar isso também.
- Os vizinhos não reclamam do som alto?
- Ah, no andar de cima mora uma velha que mora no nono andar que não escuta nada, e o sétimo andar tá vazio.
- Provavelmente sairam por causa da tua música alta.
- Na verdade foi porquê me viram pegar a correspondência de cueca, era madrugada eu fui lá embaixo, lembrei de um livro que tinha comprado e fui conferir se tinha chegado.
- E aí?
- O livro tinha chegado.
- Não quis dizer isso.
- Ah, sim! Na verdade eles estavam voltando de uma festa, jantar, sei lá, sei que chegaram no prédio e me viram de cueca perto do elevador, coloquei meu livro no braço e subi junto com eles, fui multado por causa disso, pra variar.
- Você é idiota.
- Preciso repetir o que eu disse uma hora atrás?
- O quê?
- Eu tenho esse tique de coçar o pulso?
- Idiota.
Preciso escrever algo decente.
Preciso te tirar desse abrigo nuclear.
Não liguem pra minha divagação.
Ah, o título vem de uma frase de Peanuts, acho que se pesquisar no google tem o texto todo.
Foi Alastor quem disse
"- Cara, você tá meio diferente.
- O que você quer dizer com isso?
- Bom, sei lá, as vezes até a tua voz muda e parece que nada te incomoda, você banaliza tudo.
- Você quer dizer que eu tenho ataraxia?
- Não era bem esse o termo mas acho que é o que melhor se adapta.
- Mas porque você quer saber isso?
- Você não se importa com nada, durante grandes conversas se mantem no silêncio, só responde quando é questionado e com uma resposta mais ou menos convincente.
- Eu não sei influenciar as pessoas, poxa.
- Mas eu quero saber porque você tá assim?!
- Bom, sabe quando você é criança na véspera de natal e espera ansioso pelo dia 25? Sabe que ganhará o que você pediu o ano todo e você luta contra o sono, acaba dormindo e acorda tipo as 06:00 procurando pelos seus presentes?
- Acho que mais ou menos.
- Você ganha todos aqueles brinquedos o tão esperado Super Nintendo, quer dizer, você sabe que em um momento você se cansará das fitas, colocará os brinquedos em uma prateleira e vai substituir todas aquelas horas por outra atividade qualquer?
- Entendo.
- E no futuro você ligará de novo o tão amado Nintendo e passará horas jogando e lembrando da tua infância ou então vasculhando uma caixa antiga e olhando todas as miniaturas dos Cavaleiros do Zodiaco semi-destruidas que você ainda tem.
- Acho que todo mundo faz isso, principalmente com fotos.
- E a questão é que você se esquece de novo e lembrará de novo, como um dado viciado, você sabe exatamente como as coisas terminam, difícil mesmo é saber quando começam.
- Mas você nem tá falando de natal.
- Pois é.
- Então vamos esperar que o natal chegue logo.
- O que você quer dizer com isso?
- Bom, sei lá, as vezes até a tua voz muda e parece que nada te incomoda, você banaliza tudo.
- Você quer dizer que eu tenho ataraxia?
- Não era bem esse o termo mas acho que é o que melhor se adapta.
- Mas porque você quer saber isso?
- Você não se importa com nada, durante grandes conversas se mantem no silêncio, só responde quando é questionado e com uma resposta mais ou menos convincente.
- Eu não sei influenciar as pessoas, poxa.
- Mas eu quero saber porque você tá assim?!
- Bom, sabe quando você é criança na véspera de natal e espera ansioso pelo dia 25? Sabe que ganhará o que você pediu o ano todo e você luta contra o sono, acaba dormindo e acorda tipo as 06:00 procurando pelos seus presentes?
- Acho que mais ou menos.
- Você ganha todos aqueles brinquedos o tão esperado Super Nintendo, quer dizer, você sabe que em um momento você se cansará das fitas, colocará os brinquedos em uma prateleira e vai substituir todas aquelas horas por outra atividade qualquer?
- Entendo.
- E no futuro você ligará de novo o tão amado Nintendo e passará horas jogando e lembrando da tua infância ou então vasculhando uma caixa antiga e olhando todas as miniaturas dos Cavaleiros do Zodiaco semi-destruidas que você ainda tem.
- Acho que todo mundo faz isso, principalmente com fotos.
- E a questão é que você se esquece de novo e lembrará de novo, como um dado viciado, você sabe exatamente como as coisas terminam, difícil mesmo é saber quando começam.
- Mas você nem tá falando de natal.
- Pois é.
- Então vamos esperar que o natal chegue logo.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
E é como uma receita
Continuo sem massa de esperança.
Uma desejo estranho de desenhar.
Meu remédio, meu tédio.
Procurar auto satisfação no armário.
Um pouco de dúvida.
Um tanto de saudade.
Retirar toda a ausência.
Quase nada de motivação.
Desejo a gosto.
Ainda faço desenhos sem cor: adicionar cor.
Algumas coisas são eternas. Mentira!
Até a Mona Lisa está ruindo.
É tudo questão do tempo, momento.
Adicione tempo, se não tiver, procure.
Experimente.
Se tem um gosto indefinido e uma sensação que não se pode descrever.
Você está no caminho certo.
Tem sabor de trilha sonora, entende?
Daquele filme feito em 57.
Esse clima não me agrada.
Adicione algumas nuvens, você sentirá falta delas..
E veja as cenas, pequenos quadrados que formam um pouco de stop motion.
A cada dia que se passa existem menos pessoas no mundo (será?)
Eu ia esquecendo, adicione o mundo.
E prove.
Então, qual o gosto?
Não sou bom na cozinha, também não sei confeitar textos, mas a gente tenta.
Uma desejo estranho de desenhar.
Meu remédio, meu tédio.
Procurar auto satisfação no armário.
Um pouco de dúvida.
Um tanto de saudade.
Retirar toda a ausência.
Quase nada de motivação.
Desejo a gosto.
Ainda faço desenhos sem cor: adicionar cor.
Algumas coisas são eternas. Mentira!
Até a Mona Lisa está ruindo.
É tudo questão do tempo, momento.
Adicione tempo, se não tiver, procure.
Experimente.
Se tem um gosto indefinido e uma sensação que não se pode descrever.
Você está no caminho certo.
Tem sabor de trilha sonora, entende?
Daquele filme feito em 57.
Esse clima não me agrada.
Adicione algumas nuvens, você sentirá falta delas..
E veja as cenas, pequenos quadrados que formam um pouco de stop motion.
A cada dia que se passa existem menos pessoas no mundo (será?)
Eu ia esquecendo, adicione o mundo.
E prove.
Então, qual o gosto?
Não sou bom na cozinha, também não sei confeitar textos, mas a gente tenta.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Melodia
Olha, a música é boa, a melodia é agradável a letra é extramamente fácil de lembrar, uma pancada de sorte pra primeiro albúm, uma mistura de músicas agitadas com um som mais leve, vocais harmônicos, instrumentos bem afinados, sentimentalismo, protesto, são grandes caracteristicas do albúm que leva o próprio nome da banda.
O baixo da um certo ar "old school" a música, o baixista demonstra atitude no palco, é carismático e faz uma bela segunda voz.
Sobre o baterista, é uma pessoa extremamente enérgica, mesmo que lá no fundo sob pouca iluminação é fácil de perceber ele aproveitando a propria música e cantando, mesmo com uma voz abafada, improvisando e mostrando aos poucos que o conhecem, sua habilidade, conseguindo provar o porquê foi escolhido, excelente.
A vocalista não dispensa energia no palco, interage com a platéia, pede que todos cantem, se atira ao chão, joga água na platéia, o palco é seu playground, puxa os demais membros da banda para si, se atira na platéia, diz coisas aleatórias, definitivamente domina a arte da Jam Session.
Entretanto o guitarrista apesar de mostrar certa habilidade parece um robô, faz a sua parte em silêncio, uma vez ou outra solta uma risada ou canta algum trecho da música, parece não gostar do que está fazendo e quando questionei ( e provavelmente ofendi) sobre suas atitudes no palco, bem...
Ele arrancou três dentes da minha boca.
Raro música assim hoje em dia.
O baixo da um certo ar "old school" a música, o baixista demonstra atitude no palco, é carismático e faz uma bela segunda voz.
Sobre o baterista, é uma pessoa extremamente enérgica, mesmo que lá no fundo sob pouca iluminação é fácil de perceber ele aproveitando a propria música e cantando, mesmo com uma voz abafada, improvisando e mostrando aos poucos que o conhecem, sua habilidade, conseguindo provar o porquê foi escolhido, excelente.
A vocalista não dispensa energia no palco, interage com a platéia, pede que todos cantem, se atira ao chão, joga água na platéia, o palco é seu playground, puxa os demais membros da banda para si, se atira na platéia, diz coisas aleatórias, definitivamente domina a arte da Jam Session.
Entretanto o guitarrista apesar de mostrar certa habilidade parece um robô, faz a sua parte em silêncio, uma vez ou outra solta uma risada ou canta algum trecho da música, parece não gostar do que está fazendo e quando questionei ( e provavelmente ofendi) sobre suas atitudes no palco, bem...
Ele arrancou três dentes da minha boca.
Raro música assim hoje em dia.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Come Together
22 de Abril
O telefone toca, minha viagem foi aceita, será no dia 23 de maio
20 de Maio
Será a última vez que encontro os meus amigos por um tempo, rola aquele clima de despedida: Ganho uma camisa do Brasil, todo mundo pede pra mandar fotos de onde vou e "lembrancinhas", dou risada e digo que farei o possível.
22 de Maio
As malas estão prontas, levo mais coisas do que acho que deveria, pego a mochila que ganhei e dentro dela um bilhete: Faça bom uso da Backpack.
23 de Maio
Meu voo é as 09:00, mas eu devo chegar ao Aeroporto as 07:00, o que me faz sair de casa as 05:00, não me lembro de ter dormido durante a noite, ansiedade, expectativa.
Acontece aquele clima de despedida: Vou pra longe.
Voo foi tranquilo, exceto pelo atraso de uma hora e meia, mas tudo bem.
Chego no meio da tarde, vejo algumas pessoas e meu nome em uma plaquinha, vou até elas, elas começam a falar comigo em inglês, meu cérebro não consegue processar tudo com uma tradução simultânea, então tenho um pouco de dificuldade de entender.
Chegamos em casa, não é tão diferente, me assusto com a velocidade da internet, é absurdamente rápida. Faço uma ligação rápida pros meus pais, digo que tá tudo bem, tô tranquilo e cansado, precisava dormir um pouco.
24 de Maio
Acordo com alguém batendo na porta do meu quarto, não sabia que teria que ir na aula hoje, meu cérebro começa a ensaiar reclamações em inglês, até que eu tô me adaptando.
O telefone toca, minha viagem foi aceita, será no dia 23 de maio
20 de Maio
Será a última vez que encontro os meus amigos por um tempo, rola aquele clima de despedida: Ganho uma camisa do Brasil, todo mundo pede pra mandar fotos de onde vou e "lembrancinhas", dou risada e digo que farei o possível.
22 de Maio
As malas estão prontas, levo mais coisas do que acho que deveria, pego a mochila que ganhei e dentro dela um bilhete: Faça bom uso da Backpack.
23 de Maio
Meu voo é as 09:00, mas eu devo chegar ao Aeroporto as 07:00, o que me faz sair de casa as 05:00, não me lembro de ter dormido durante a noite, ansiedade, expectativa.
Acontece aquele clima de despedida: Vou pra longe.
Voo foi tranquilo, exceto pelo atraso de uma hora e meia, mas tudo bem.
Chego no meio da tarde, vejo algumas pessoas e meu nome em uma plaquinha, vou até elas, elas começam a falar comigo em inglês, meu cérebro não consegue processar tudo com uma tradução simultânea, então tenho um pouco de dificuldade de entender.
Chegamos em casa, não é tão diferente, me assusto com a velocidade da internet, é absurdamente rápida. Faço uma ligação rápida pros meus pais, digo que tá tudo bem, tô tranquilo e cansado, precisava dormir um pouco.
24 de Maio
Acordo com alguém batendo na porta do meu quarto, não sabia que teria que ir na aula hoje, meu cérebro começa a ensaiar reclamações em inglês, até que eu tô me adaptando.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Probóscide
O sol logo apareceu, era um dia quente, quente como todos os outros, um garoto observava um pernilongo voando pelo quarto e parando em seu braço, logo tenta puxar assunto com o animal sabendo que não teria resposta.
"-Ei, porque você quer tirar o meu sangue?"
"- Eu preciso do teu sangue pra viver, não me entenda mal, assim como vocês fazem, eu preciso me alimentar." O garoto a essa altura já não estava surpreso em ouvir um pernilongo falar.
"-Como assim como vocês fazem? Eu nunca tirei o sangue de ninguém, nunca sai voando por aí e pousei de mansinho no seu braço pra tirar o seu sangue!
"- É, se você pensar assim, mas você provavelmente é carnivoro, você se alimenta da carne de outros animais. E mesmo que não seja, você sabe, a sua espécie destrói tudo o que toca, inclusive você já deve ter destruido alguma coisa, comeu algo que foi plantado no que antes era o habitat de outra espécie ou até matado até alguém da minha espécie, estou certo?"
"-Sim, eu como carne, mas eu não tiro o sangue de alguém de mansinho, e todo mundo precisa se alimentar.
"-Que bom que você entende onde eu quero chegar, o fato é que só nos alimentamos de maneira diferente, mas de qualquer modo você tira vantagem de algo."
"-Mas você ainda tem vantagem, você tem asas."
"- Chamaremos isso de equlibrio, certo?Veja bem, imagine se eu fosse do seu tamanho e ainda tivesse asas, você seria um alvo fácil, as asas são minhas pra chegar fácil até você, e sair do mesmo modo."
"-Então tudo o que tem asas, deve voar."
"-Então eu tenho que ir, enquanto conversavamos eu tirei um pouco do seu sangue."
O garoto só ficou em silêncio, o pernilongo saiu pela porta do quarto, ouve-se um estalo no corredor seguido de um grito: Matei um pernilongo que tava cheio de sangue!
Volte criatividade, escrever sobre pernilongos é realmente o fim da picada.
"-Ei, porque você quer tirar o meu sangue?"
"- Eu preciso do teu sangue pra viver, não me entenda mal, assim como vocês fazem, eu preciso me alimentar." O garoto a essa altura já não estava surpreso em ouvir um pernilongo falar.
"-Como assim como vocês fazem? Eu nunca tirei o sangue de ninguém, nunca sai voando por aí e pousei de mansinho no seu braço pra tirar o seu sangue!
"- É, se você pensar assim, mas você provavelmente é carnivoro, você se alimenta da carne de outros animais. E mesmo que não seja, você sabe, a sua espécie destrói tudo o que toca, inclusive você já deve ter destruido alguma coisa, comeu algo que foi plantado no que antes era o habitat de outra espécie ou até matado até alguém da minha espécie, estou certo?"
"-Sim, eu como carne, mas eu não tiro o sangue de alguém de mansinho, e todo mundo precisa se alimentar.
"-Que bom que você entende onde eu quero chegar, o fato é que só nos alimentamos de maneira diferente, mas de qualquer modo você tira vantagem de algo."
"-Mas você ainda tem vantagem, você tem asas."
"- Chamaremos isso de equlibrio, certo?Veja bem, imagine se eu fosse do seu tamanho e ainda tivesse asas, você seria um alvo fácil, as asas são minhas pra chegar fácil até você, e sair do mesmo modo."
"-Então tudo o que tem asas, deve voar."
"-Então eu tenho que ir, enquanto conversavamos eu tirei um pouco do seu sangue."
O garoto só ficou em silêncio, o pernilongo saiu pela porta do quarto, ouve-se um estalo no corredor seguido de um grito: Matei um pernilongo que tava cheio de sangue!
Volte criatividade, escrever sobre pernilongos é realmente o fim da picada.
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