E se eu quiser me vestir de paz.
E se eu quiser me vestir de glória,
de vitória,
soberba -
- controle
Em tempos de miséria,
assim tu o verás.
E se eu quiser me pintar de guerra,
de dor,
de dramatização,
de lágrimas falsas,
de conformidade.
Assim aceitarás.
E se eu quiser costurar um manto;
fio por fio;
de uma teia de mentiras
meticulosamente traçadas
folheadas por pedaços de verdade;
assim as comerás.
Como o palhaço triste sempre pronto pra sorrir.
Como a criança mimada sempre a postos a pedir mais.
Como um robô programado para fazer o seu dever.
Como alguém que não pode lutar contra o que realmente é.
Como uma flecha no meio do peito.
Como um buraco que deixa escapar
cada pedaço desse mal estar,
cada rincão desse meu pesar.
Que nada mais é do que o meu próprio ser
abafado pelo meu controle.
Mas sempre prestes a dominar.
E na verdade sempre domina.
Pois é mal intencionado até quando parece não ser.
Quantos toques falsos sem paixão
quantos abraços, beijos, apertos de mão;
quantos olhares trocados sem direção;
tanto sim, para o que deveria ser não.
Escapei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário