sexta-feira, 24 de junho de 2011

Velho maquinista em Tempos Modernos

Eu nunca consegui entender muito esse conceito de felicidade. Seria basicamente uma série de eventos positivos que ocorrem em um espaço de tempo, não é? Mas a probabilidade das coisas não funcionarem bem, é maior não? Então felicidade é uma questão de sorte?
É feliz quem é sortudo ou é sortudo quem é feliz?
Quando digo isso, não quero de forma alguma traduzir o que é felicidade para cada um de nós, isso já seria uma coisa totalmente individualista.
Mas e se tomássemos como exemplo uma locomotiva, seguindo com toda a velocidade em uma estrada de ferro, e Drummond que me perdoe, mas tinha uma pedra no meio do caminho.
E agora?
E agora, que o trem saiu da linha?
O que seria melhor frear e tentar minizar os estragos ou então acelerar ainda mais e só esperar pra que tudo fique bem?
E aí, nada acontece, o trem mesmo fora da linha segue seu caminho. Seria a felicidade capaz de fazer o trem voltar a estrada ou seria a coragem capaz de manter o novo caminho desconhecido?
Eis que me resta fazer somente mais uma pergunta: É feliz quem nunca saiu da estrada, ou é feliz quem saiu e por ventura nunca mais quis voltar para ela?


Dessa vez deixei algumas perguntas para serem respondidas.

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