sábado, 15 de outubro de 2011

Feriado (texto ruim)

Não sei descrever exatamente a situação.
Me lembro de procurar o chão, como quem não vê um degrau.
Não sei descrever os olhos daqueles que me procuravam.
Eram cinzas, neles eu sentia o medo.
Mas sei que nos meus olhos também tinham medo.
Uma valsa, um delírio.
Ir embora?
Ei moça, já são horas?
Hora de acordar.
Hora de ir, hora de rir.
Hora de dançar?
Os anos passam por trás dos espelhos.
Os prédios espelham as ruas.
Na rua
Gritaria
Aqui dentro
Calmaria.
Mas você ainda é criança
Você tem tempo.
Abra a porta, deixe o vento entrar.
Sorrir até acabar o ar.
Todo o ar do mundo.

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