As mãos continuam tremulas, quase tão tremulas quanto as de um dependente quimico em uma crise de abstinência.
O estômago continua a parecer que está vazio, parece que ele se corrói.
O nariz aspira desinspirado um pouco do ar.
O coração insiste em bater desacelerado, insiste também em não ter ritmo.
Os olhos já não possuem brilho algum, tão escuros, tão sem vida.
As sombrancelhas não se mexem, são duas pequenas estatuas de pelos
As orelhas não ligam, agora já não faz diferença ouvir ou não.
A boca ensaia um sorriso singelo, ainda que amarelo.
Os labios não se tocam.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
O afago, muro e caminho
A sua janela não é tão alta.
Eu posso subir o muro.
Eu poderia te mostrar o mundo, meu mundo.
Lhe tirar pela janela, escalar o muro, mostrar o mundo.
Tirar o mundo, escalar o mundo.
Mostraria a melhor música de 1963.
Diria seu nome como ninguém nunca ousou dizer.
Buscaria toda a felicidade do mundo, entregaria em suas mãos.
Não me importo que fuja, pediria só que me ajudasse a recupera la.
Pediria pra ouvir seu coração, esperando que talvez me falasse algo que você não consiga dizer.
Dia desses pego uma marreta, quebro o muro, quebro janela, te deixo me seguir.
Dia desses te dou meu coração
Ou não.
Eu posso subir o muro.
Eu poderia te mostrar o mundo, meu mundo.
Lhe tirar pela janela, escalar o muro, mostrar o mundo.
Tirar o mundo, escalar o mundo.
Mostraria a melhor música de 1963.
Diria seu nome como ninguém nunca ousou dizer.
Buscaria toda a felicidade do mundo, entregaria em suas mãos.
Não me importo que fuja, pediria só que me ajudasse a recupera la.
Pediria pra ouvir seu coração, esperando que talvez me falasse algo que você não consiga dizer.
Dia desses pego uma marreta, quebro o muro, quebro janela, te deixo me seguir.
Dia desses te dou meu coração
Ou não.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Três ou quatro.
Hoje eu perdi 1/4 de mim.
Não arriscaria dizer que era minha 1/2.
Hoje eu me perdi, Rua 16, algo assim.
Três horas pra tudo terminar.
Cafeína, papéis, mentiras bonitas e ainda assim, perdi 1/4 de mim.
Há quem consiga se regenerar sem ter cicatrizes e se machucar sem sangrar.
E há também quem se perde por completo, hoje perdi 1/4 de mim.
Poderia ter perdido você por completo.
Mas há quem fique feliz, em função de só ter perdido 1/4 de mim..
Não arriscaria dizer que era minha 1/2.
Hoje eu me perdi, Rua 16, algo assim.
Três horas pra tudo terminar.
Cafeína, papéis, mentiras bonitas e ainda assim, perdi 1/4 de mim.
Há quem consiga se regenerar sem ter cicatrizes e se machucar sem sangrar.
E há também quem se perde por completo, hoje perdi 1/4 de mim.
Poderia ter perdido você por completo.
Mas há quem fique feliz, em função de só ter perdido 1/4 de mim..
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Percepção Visual
Eram poucas coisas que carregava.
Metade da bagagem era saudade:
Alguns rabiscos.
Duas passagens de ônibus.
Cansaço.
Duas ideias e meia, algumas meias.
Três palavras ainda não ditas.
Quatro razões.
Nenhum objetivo.
Um pouco de motivação em algum lugar da mochila.
Um restinho de coragem, ainda que amassada.
Uma caixa de apego.
Meia garrafa de afago.
E um pequeno papel que continha a seguinte frase:
Quero tirar toda a cor do céu
Quero desenhar no mar.
Eu meio que sumi do blog, preguiça de escrever, falta de ideias, tentei fazer algo curto, e sei lá, de uns tempos pra cá as coisas andam meio cinzas.
Metade da bagagem era saudade:
Alguns rabiscos.
Duas passagens de ônibus.
Cansaço.
Duas ideias e meia, algumas meias.
Três palavras ainda não ditas.
Quatro razões.
Nenhum objetivo.
Um pouco de motivação em algum lugar da mochila.
Um restinho de coragem, ainda que amassada.
Uma caixa de apego.
Meia garrafa de afago.
E um pequeno papel que continha a seguinte frase:
Quero tirar toda a cor do céu
Quero desenhar no mar.
Eu meio que sumi do blog, preguiça de escrever, falta de ideias, tentei fazer algo curto, e sei lá, de uns tempos pra cá as coisas andam meio cinzas.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Gritos
Não sei.
Mas tem alguma coisa nos gritos desesperados que te deixa preso.
Não sei,
Você esta ai vendo a pessoa que você ama gritando como se alguém a tivesse marcado com ferro quente;
Chorando desesperada por perder um ente querido;
Simplesmente desabafando, mas;
Tem algo nos seus gritos.
E eu me sinto obrigada a fazer alguma coisa.
Tenho que
Abraçar te acalmar;
Ou simplesmente seguir escutando.
Tem algo que te comove, é a explosão das emoções, é uma espécie de humilhação da parte sofredora. É sim.
É, porque alguém só grita desse jeito quando esta totalmente desesperada, sem chão, sem esperança. Quer ajuda, precisa de ajuda. Você precisa de mim.
Te ver implorando misericórdia. Isso de alguma forma me satisfaz.
Mórbido, masoquista?
Definitivamente.
Parada te olhando no chão, sem saber se te levanto ou te vejo cair mais um pouco.
O amor e o ódio de mãos dadas n’uma ciranda louca;
Dentro de mim.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Blasé
Não tenho idade pra me esconder.
Mas sem vontade. ( Meu eu em você)
Ou me importar.
Get the Guitar.
E grita: Como um jovem anarquista.
O quão anormal lhe faz parecer.
Uma ideia mal recebida.
Incapacidade de entender.
Um grito, outro rabisco.
Uma imagem pra fazer.
Álcool pra beber.
Durante a madrugada acordar e ver
Alguém quer pular pela janela, deixar de viver.
Ele grita que sofre maus tratos.
E se vende tão barato
Sobe na sacada só pra dizer
Não minta, não provoque.
Todo dia parece o mesmo dia.
Me acostumei com a rotina.
É importante não se importar.
Sem tanta criatividade, sem muita motivação pra postar no blog.
Mas sem vontade. ( Meu eu em você)
Ou me importar.
Get the Guitar.
E grita: Como um jovem anarquista.
O quão anormal lhe faz parecer.
Uma ideia mal recebida.
Incapacidade de entender.
Um grito, outro rabisco.
Uma imagem pra fazer.
Álcool pra beber.
Durante a madrugada acordar e ver
Alguém quer pular pela janela, deixar de viver.
Ele grita que sofre maus tratos.
E se vende tão barato
Sobe na sacada só pra dizer
Não minta, não provoque.
Todo dia parece o mesmo dia.
Me acostumei com a rotina.
É importante não se importar.
Sem tanta criatividade, sem muita motivação pra postar no blog.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Medo.
Eu sinto medo. Aquele medo que te dá calafrios, que te arrepia os pelos da nuca, que te da aquela sensação na barriga que desce pelas pernas e dispara o coração.
Medo mesmo. Medo irracional [ou racional]
Não aquele sustinho quando você percebe que se esqueceu daquela apresentação importante hoje, não aquele susto que você toma quando seu amigo espírito de porco te surpreende
Medo de morrer.
Medo daquilo que você não pode encarar. Medo do desconhecido.
Eu particularmente me considero uma pessoa temerária, mas cada um tem a sua fobia.
A minha sempre foi a de te perder.
E você pode até pensar
- Não seja ridículo.
Mas o pior que é verdade
Meu maior medo é a solidão
Assumo ter buscado a morte algumas vezes
Ainda é cedo pra dizer se feliz ou infelizmente não o consegui
Ou por não conseguir continuar, ou por interferência de outrem
Mas só de pensar em te perder eu gelo. Mas gelo mesmo.
Você se lembra daquela vez? Você disse que não dava mais.
E bastaram essas poucas palavras suas e eu estava aos prantos implorando de joelhos e repetindo “não, não, não” como um demente.
E você me levantou e me disse que nunca iria me deixar; que eu tinha entendido mal. Até hoje não sei se o fez por pena ou por verdade.
Mas o alivio que senti foi tão grande que até mesmo agora depois de tanto tempo ainda não consigo sentir vergonha.
Porque você é o que me mantém vivo.
Eu tenho fobia de te perder.
sábado, 23 de outubro de 2010
Radioatividade
O ano é 1945, meu nascimento.
Meu pai sempre diz que acabarei com a guerra, as vezes ele me olha assustado como se tivesse medo de mim, ele se chama Robert Oppenheimer.
Várias pessoas trabalharam para que eu fosse criado, me sussurram que eu sou o orgulho do país "a grande carta na manga" ou qualquer coisa do tipo.
Não sei quem é minha mãe, papai nunca me contou.
Assisto ao nascimento do meu irmão, sinto que agora devo agir como um irmão mais velho e ensina-lo como são as coisas e como se comportar, eles o chamam de Fat Man.
É dia 3 de agosto, papai aparenta estar preocupado, me pergunta o que sou e como fui criado por ele, só lhe digo que tenho orgulho de ser seu filho e que acabaria com a guerra, ele é tão baixinho, chega a dar a impressão que nem é meu pai.
É dia 5 de Agosto, eles me preparam pra minha viagem, sinto alegria, papai parece estar decepcionado ou preocupado com algo, me despeço e digo que logo voltarei, ele sorri e me chama pelo apelido que me deu assim que nasci: Little Boy. Subo no avião e vamos rumo ao Oriente.
6 de Agosto, já é manhã.
Fico empolgado, estamos chegando, o clima é agradavel, as portas do avião se abrem, é onde eu devo descer, durante a queda ouço pelo rádio aplausos, gritos de euforia, cumprirei meu proósito.
Por volta de 8:15 AM Eu beijo o chão de Hiroshima.
A ideia pra esse texto era tão boa mas quando fui escrever não saiu exatamente como planejei, acho que tô ficando enferrujado.
Meu pai sempre diz que acabarei com a guerra, as vezes ele me olha assustado como se tivesse medo de mim, ele se chama Robert Oppenheimer.
Várias pessoas trabalharam para que eu fosse criado, me sussurram que eu sou o orgulho do país "a grande carta na manga" ou qualquer coisa do tipo.
Não sei quem é minha mãe, papai nunca me contou.
Assisto ao nascimento do meu irmão, sinto que agora devo agir como um irmão mais velho e ensina-lo como são as coisas e como se comportar, eles o chamam de Fat Man.
É dia 3 de agosto, papai aparenta estar preocupado, me pergunta o que sou e como fui criado por ele, só lhe digo que tenho orgulho de ser seu filho e que acabaria com a guerra, ele é tão baixinho, chega a dar a impressão que nem é meu pai.
É dia 5 de Agosto, eles me preparam pra minha viagem, sinto alegria, papai parece estar decepcionado ou preocupado com algo, me despeço e digo que logo voltarei, ele sorri e me chama pelo apelido que me deu assim que nasci: Little Boy. Subo no avião e vamos rumo ao Oriente.
6 de Agosto, já é manhã.
Fico empolgado, estamos chegando, o clima é agradavel, as portas do avião se abrem, é onde eu devo descer, durante a queda ouço pelo rádio aplausos, gritos de euforia, cumprirei meu proósito.
Por volta de 8:15 AM Eu beijo o chão de Hiroshima.
A ideia pra esse texto era tão boa mas quando fui escrever não saiu exatamente como planejei, acho que tô ficando enferrujado.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O que mudou meu amor?
Minha vida é triste.
Minha vida é triste, meu amor; e eu não sei como mudar isso.
E você me diz: Não há felicidade absoluta, princesa, só tende agarrar os momentos bons e fazer com que eles durem mais;
Meu amor; há os bons momentos. Há os maus momentos e há os momentos de neutralidade.
Eu me encontro sambando entre o segundo e o terceiro há tanto tempo que simplesmente não sei a que você se refere com momentos bons.
Alguém me explica, por favor, por que eu desisti das coisas que eu mais queria e havia começado a conquistar?
- Por que você diz que está triste e que quer ficar sozinha?
O que aconteceu princesa?
- É só uma dor de cabeça.
- Eu quero saber o que você está pensando. Eu te conheço o suficiente para saber que alguma coisa não anda bem.
- Bom, não é que seja tão difícil. Eu te avisei que estava triste.
- Mas você não me diz o que está acontecendo!
- É porque não aconteceu nada, eu não minto. Algo mudou em mim, e só.
- O que pode mudar de um dia para o outro?
- Tantas coisas meu amor... Um dia você é só você, no outro você é pai. Imagina... Um dia você está vivo, no outro morre. As coisas mudam em um segundo, que dirá um dia.
- Sim meu amor. O que mudou em você?
O que mudou em você?
O que mudou em mim?
O que o mundo fez de nos?
E tem essa voz em minha cabeça dizendo "não desiste, por favor, não desiste"
E tudo que eu mais quero é jogar tudo pro alto.
Eu fiz o teste
Corri o risco
Por você eu já não sinto nada
Não como as mulheres recalcadas
Não como letras de musicas
Mas pela falta de emoção.
domingo, 10 de outubro de 2010
Desfile de Motivos
Nunca disse que não podia comer os chocolates que escondo.
Nunca pedi pra abaixar o volume da música.
E nem que não colocasse os pés no sofá.
Ou que mudasse de canal.
Nunca me importei em você deixar papel de bala na mesa.
E ainda assim: Sendo chato pra caralho, não me odeia.
Não lhe pedi pra mudar o mundo.
Nem pra começar uma revolução.
Não lhe pedi a explicação do Universo.
Não pedi nem ao menos um copo de água do gelo do monte Everest.
Só lhe pedi pra não me abandonar.
Só te pedi pra não se abandonar.
Nunca pedi pra abaixar o volume da música.
E nem que não colocasse os pés no sofá.
Ou que mudasse de canal.
Nunca me importei em você deixar papel de bala na mesa.
E ainda assim: Sendo chato pra caralho, não me odeia.
Não lhe pedi pra mudar o mundo.
Nem pra começar uma revolução.
Não lhe pedi a explicação do Universo.
Não pedi nem ao menos um copo de água do gelo do monte Everest.
Só lhe pedi pra não me abandonar.
Só te pedi pra não se abandonar.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Carência
E me escondendo
Estou correndo
Me disfarçando
para que alguém me ache.
Fugindo
Abafando
Implorando,
do seu amor
Estou correndo
Me disfarçando
para que alguém me ache.
Fugindo
Abafando
Implorando,
do seu amor
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tão certo quanto um golpe de Estado
Hoje seguirei pelas ruas, protestarei contra o mundo.
Jogarei lixo no chão.
Rabiscarei paredes.
Serei defensor e acusador do meu próprio movimento.
Vou ser militante.
Vou ser militar.
Me juntarei a multidão que grita por desejos individuais.
Tornar me ei capitalista.
Tornar me ei socialista.
Prometo agir como lider e assumir toda a culpa.
Pregarei o desapego.
Lamentarei a saudade.
Juntar me ei a marcha dos vegetarianos, até a hora do almoço.
Provarei todo um estoque etílico.
Anunciarei uma luta entre Deus e ciência.
Lutarei pelo desejos das massas e depois vou ser egoísta.
Sussurrarei entre a multidão que o mundo é nosso.
Perderei os sentidos.
Provarei um estoque etílico.
Queimarei todas as cartas e contas.
Cortarei a energia da tua rua.
Não lhe deixarei beber água.
Só hoje te deixarei ir na contra mão.
Te deixarei dormir no escuro.
Te deixarei chocar se com o muro.
Jogarei lixo no chão.
Rabiscarei paredes.
Serei defensor e acusador do meu próprio movimento.
Vou ser militante.
Vou ser militar.
Me juntarei a multidão que grita por desejos individuais.
Tornar me ei capitalista.
Tornar me ei socialista.
Prometo agir como lider e assumir toda a culpa.
Pregarei o desapego.
Lamentarei a saudade.
Juntar me ei a marcha dos vegetarianos, até a hora do almoço.
Provarei todo um estoque etílico.
Anunciarei uma luta entre Deus e ciência.
Lutarei pelo desejos das massas e depois vou ser egoísta.
Sussurrarei entre a multidão que o mundo é nosso.
Perderei os sentidos.
Provarei um estoque etílico.
Queimarei todas as cartas e contas.
Cortarei a energia da tua rua.
Não lhe deixarei beber água.
Só hoje te deixarei ir na contra mão.
Te deixarei dormir no escuro.
Te deixarei chocar se com o muro.
domingo, 3 de outubro de 2010
Fobia Social
Não quero que me sigam
Não quero que me vejam
Não quero que me toquem
Não quero que me escutem
Não quero que mintam, nem que digam verdades
Não quero que me falem.
Não quero que me sigam, eu sempre estive perdida
Não quero estar só
Todo o mundo está perdido.
Não quero que me vejam
Não quero que me toquem
Não quero que me escutem
Não quero que mintam, nem que digam verdades
Não quero que me falem.
Não quero que me sigam, eu sempre estive perdida
Não quero estar só
Todo o mundo está perdido.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
And time goes by me
Noite longa.
Dia longo.
O tempo não passa, conto horas, dias, não tenho paciência pra minutos.
"Mas eu te entendo, por isso eu estou aqui."
E não sei como lhe dizer, nem o que dizer.
A insônia pertuba.
O tédio irrita.
A angustia machuca.
"Mas nesse momento eu prefiro ter você aqui."
Mas nem queria mesmo, quem iria querer algo de verdade?Você deseja algo e depois percebe que não fez a escolha certa ou que...
E é quando descobre que nem toda refeição tem sabor.
E quando "eu te amo" não faz sentido para quem ouve.
Que um livro não mudará nada.
Nenhuma forma de amor será refletida.
Nem mesmo a tua carne será eterna. ( talvez ela se vá antes de você )
Nem toda dança é pra demonstrar alegria.
Nem mesmo a história terá um final feliz.
E nem mesmo todo veneno é capaz de te matar.
Ah, precisava tirar aquele último texto do "topo" do blog, em todo caso não confio na minha credibilidade para com esse texto, considerei fraco mas provavelmente é melhor que o outro.
Dia longo.
O tempo não passa, conto horas, dias, não tenho paciência pra minutos.
"Mas eu te entendo, por isso eu estou aqui."
E não sei como lhe dizer, nem o que dizer.
A insônia pertuba.
O tédio irrita.
A angustia machuca.
"Mas nesse momento eu prefiro ter você aqui."
Mas nem queria mesmo, quem iria querer algo de verdade?Você deseja algo e depois percebe que não fez a escolha certa ou que...
E é quando descobre que nem toda refeição tem sabor.
E quando "eu te amo" não faz sentido para quem ouve.
Que um livro não mudará nada.
Nenhuma forma de amor será refletida.
Nem mesmo a tua carne será eterna. ( talvez ela se vá antes de você )
Nem toda dança é pra demonstrar alegria.
Nem mesmo a história terá um final feliz.
E nem mesmo todo veneno é capaz de te matar.
Ah, precisava tirar aquele último texto do "topo" do blog, em todo caso não confio na minha credibilidade para com esse texto, considerei fraco mas provavelmente é melhor que o outro.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Fal(h)ando em valores
Tinha 36 anos.
Guardava antigas palhetas.
Colecionava 3 divórcios.
Tinha 2 carros.
Era dono de um apartamento.
Possuia uma casa na praia.
Tinha 2 cachorros.
Centenas de livros.
Incontáveis discos.
Um emprego invejável.
Uma TV de 100''.
Quadros raros.
Um coração ainda vazio.
Me superei, me superei, esse foi extremamente medíocre, me levantei da cama porque esse texto não saia da cabeça em forma de discurso, algo tão "cultura de massa", auto-ajuda e mimimi.
Nem eu consegui gostar disso mas já levantei da cama mesmo, mesmo que o esforço não tenha sido tão valido, talvez seja o tipo de coisa que te faz pensar em valores ($$) ou familiares, anyway, se você chegou a ler até aqui, você passou no teste de chatisse da pior coisa já escrita.
Guardava antigas palhetas.
Colecionava 3 divórcios.
Tinha 2 carros.
Era dono de um apartamento.
Possuia uma casa na praia.
Tinha 2 cachorros.
Centenas de livros.
Incontáveis discos.
Um emprego invejável.
Uma TV de 100''.
Quadros raros.
Um coração ainda vazio.
Me superei, me superei, esse foi extremamente medíocre, me levantei da cama porque esse texto não saia da cabeça em forma de discurso, algo tão "cultura de massa", auto-ajuda e mimimi.
Nem eu consegui gostar disso mas já levantei da cama mesmo, mesmo que o esforço não tenha sido tão valido, talvez seja o tipo de coisa que te faz pensar em valores ($$) ou familiares, anyway, se você chegou a ler até aqui, você passou no teste de chatisse da pior coisa já escrita.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
É tudo questão de tempo
Meu dia tem 10 horas.
Simples: não são 24, nem ao menos 12 horas, o meu dia tem 10 horas.
Qualquer humano deveria ficar acordado pelo menos 12 horas.
É uma pena meu dia ter 10 horas.
Você pode achar que ainda é muito mas que diferença faz?
Você acorda e sabe exatamente o tempo que lhe resta, soa como uma contagem regressiva, não se pode desperdiçar tempo, não se pode desperdiçar o tempo.
Acordarás sentindo frio, colocarás o pé no chão e a partir daí não sentirá nada.
Irá provar o maior dos banquetes e não sentirá gosto, não terás paladar.
Terá todas as riquezas do homem e ainda assim se sentirá pobre.
Será saudável, porém a cada dia se sentirá mais doente.
Desfrutará de aventuras e não sentirá nada alem do tédio.
Dormirá com as mais belas mulheres e não terá prazer.
Porquê?
Porque lhe falta tempo, lhe falta amor.
Ando meio sumido, não porque achei algo melhor pra fazer a criatividade quase não aparece e quando chega, tento ao máximo fazer algo digno de que seja lido, ou não.
Simples: não são 24, nem ao menos 12 horas, o meu dia tem 10 horas.
Qualquer humano deveria ficar acordado pelo menos 12 horas.
É uma pena meu dia ter 10 horas.
Você pode achar que ainda é muito mas que diferença faz?
Você acorda e sabe exatamente o tempo que lhe resta, soa como uma contagem regressiva, não se pode desperdiçar tempo, não se pode desperdiçar o tempo.
Acordarás sentindo frio, colocarás o pé no chão e a partir daí não sentirá nada.
Irá provar o maior dos banquetes e não sentirá gosto, não terás paladar.
Terá todas as riquezas do homem e ainda assim se sentirá pobre.
Será saudável, porém a cada dia se sentirá mais doente.
Desfrutará de aventuras e não sentirá nada alem do tédio.
Dormirá com as mais belas mulheres e não terá prazer.
Porquê?
Porque lhe falta tempo, lhe falta amor.
Ando meio sumido, não porque achei algo melhor pra fazer a criatividade quase não aparece e quando chega, tento ao máximo fazer algo digno de que seja lido, ou não.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Lepisma
No meu guarda-roupa tem traças, a cada dia que passa elas destroem minhas roupas.
Na minha parede tem fungos, eles escurecem as paredes e dão mal cheiro ao lugar.
Em minha janela existem grades, elas me impedem de fugir.
Na minha porta uma tranca, ela permite que eu me isole do mundo.
No meu muro alto passa uma constante corrente elétrica, impedindo que me atrapalhem.
Na entrada da casa uma câmera me ajuda a observer o mundo e não ser observado.
E um portão grande que me tranca do mundo, como agora.
As notícias são repetitivas.
Você também é.
Em meu coração há uma traça.
No meu coração tem naftalina.
Na minha parede tem fungos, eles escurecem as paredes e dão mal cheiro ao lugar.
Em minha janela existem grades, elas me impedem de fugir.
Na minha porta uma tranca, ela permite que eu me isole do mundo.
No meu muro alto passa uma constante corrente elétrica, impedindo que me atrapalhem.
Na entrada da casa uma câmera me ajuda a observer o mundo e não ser observado.
E um portão grande que me tranca do mundo, como agora.
As notícias são repetitivas.
Você também é.
Em meu coração há uma traça.
No meu coração tem naftalina.
Fantoche de pano
Palavras chave: Falsidade, falso moralismo, comporamentos determinados pela ocasião.
Você é dois
eu posso ver
todos podem assim como você.
E você o faz
querendo e sem querer
acostumado a brincar com o querer
de quem te quer amar e de quem te quer usar
sem diferenciar
ou para diferenciar
ou para diversificar
tirar da rotina
escandalizar
Mas você quer descontrolar
sem esquematizar
viabilizar
por ai quer magoar
quer valorizar
desvalorizar
quer se expressar
vai ver quer gritar
socorro.
vai ver quer correr
sem rumo
vai ver quer sentir
no rosto
o vento bater.
vai ver quer sentir
a vida
como se não fosse tão mal vivida
vai ver quer dizer pro mundo
Vai ver quer todos os holofotes
Você quer os holofotes
todos querem os holofotes
teatro de fantoches
cada um com sua meia
fingindo ser-mão.
Você é dois
eu posso ver
todos podem assim como você.
E você o faz
querendo e sem querer
acostumado a brincar com o querer
de quem te quer amar e de quem te quer usar
sem diferenciar
ou para diferenciar
ou para diversificar
tirar da rotina
escandalizar
Mas você quer descontrolar
sem esquematizar
viabilizar
por ai quer magoar
quer valorizar
desvalorizar
quer se expressar
vai ver quer gritar
socorro.
vai ver quer correr
sem rumo
vai ver quer sentir
no rosto
o vento bater.
vai ver quer sentir
a vida
como se não fosse tão mal vivida
vai ver quer dizer pro mundo
Vai ver quer todos os holofotes
Você quer os holofotes
todos querem os holofotes
teatro de fantoches
cada um com sua meia
fingindo ser-mão.
I'm never ready.
E se eu quiser me vestir de paz.
E se eu quiser me vestir de glória,
de vitória,
soberba -
- controle
Em tempos de miséria,
assim tu o verás.
E se eu quiser me pintar de guerra,
de dor,
de dramatização,
de lágrimas falsas,
de conformidade.
Assim aceitarás.
E se eu quiser costurar um manto;
fio por fio;
de uma teia de mentiras
meticulosamente traçadas
folheadas por pedaços de verdade;
assim as comerás.
Como o palhaço triste sempre pronto pra sorrir.
Como a criança mimada sempre a postos a pedir mais.
Como um robô programado para fazer o seu dever.
Como alguém que não pode lutar contra o que realmente é.
Como uma flecha no meio do peito.
Como um buraco que deixa escapar
cada pedaço desse mal estar,
cada rincão desse meu pesar.
Que nada mais é do que o meu próprio ser
abafado pelo meu controle.
Mas sempre prestes a dominar.
E na verdade sempre domina.
Pois é mal intencionado até quando parece não ser.
Quantos toques falsos sem paixão
quantos abraços, beijos, apertos de mão;
quantos olhares trocados sem direção;
tanto sim, para o que deveria ser não.
Escapei.
E se eu quiser me vestir de glória,
de vitória,
soberba -
- controle
Em tempos de miséria,
assim tu o verás.
E se eu quiser me pintar de guerra,
de dor,
de dramatização,
de lágrimas falsas,
de conformidade.
Assim aceitarás.
E se eu quiser costurar um manto;
fio por fio;
de uma teia de mentiras
meticulosamente traçadas
folheadas por pedaços de verdade;
assim as comerás.
Como o palhaço triste sempre pronto pra sorrir.
Como a criança mimada sempre a postos a pedir mais.
Como um robô programado para fazer o seu dever.
Como alguém que não pode lutar contra o que realmente é.
Como uma flecha no meio do peito.
Como um buraco que deixa escapar
cada pedaço desse mal estar,
cada rincão desse meu pesar.
Que nada mais é do que o meu próprio ser
abafado pelo meu controle.
Mas sempre prestes a dominar.
E na verdade sempre domina.
Pois é mal intencionado até quando parece não ser.
Quantos toques falsos sem paixão
quantos abraços, beijos, apertos de mão;
quantos olhares trocados sem direção;
tanto sim, para o que deveria ser não.
Escapei.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Do lado de dentro
Os dois ainda na cama, ele indiferente, ela o abraça.
Ele diz que esperava mais.
"Se não gostou, vista suas roupas e vá embora!"
Juro que queria encaixar esse texto em algo, montei um diálogo que foi desmontado e acabou virando isso por ser monótono. Confesso que essa frase não sai da cabeça tem alguns dias.
Tudo certinho?
Ele diz que esperava mais.
"Se não gostou, vista suas roupas e vá embora!"
Juro que queria encaixar esse texto em algo, montei um diálogo que foi desmontado e acabou virando isso por ser monótono. Confesso que essa frase não sai da cabeça tem alguns dias.
Tudo certinho?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Esse seu muro de pedras
"- Olha essa bagunça, esse caos, como você consegue viver com isso?
- Foi você quem disse que eu tenho esse tique de coçar o pulso né?
- Você ouviu o que eu falei?
- Sim, eu tenho esse tique mesmo?
- O chão tá cheio de papel, você escreve coisas nas paredes, imagina se o dono do AP vê isso!
- Ah, já viu, não lembro o que ele falou, sei que não gostou, provavelmente vou ter que pagar isso também.
- Os vizinhos não reclamam do som alto?
- Ah, no andar de cima mora uma velha que mora no nono andar que não escuta nada, e o sétimo andar tá vazio.
- Provavelmente sairam por causa da tua música alta.
- Na verdade foi porquê me viram pegar a correspondência de cueca, era madrugada eu fui lá embaixo, lembrei de um livro que tinha comprado e fui conferir se tinha chegado.
- E aí?
- O livro tinha chegado.
- Não quis dizer isso.
- Ah, sim! Na verdade eles estavam voltando de uma festa, jantar, sei lá, sei que chegaram no prédio e me viram de cueca perto do elevador, coloquei meu livro no braço e subi junto com eles, fui multado por causa disso, pra variar.
- Você é idiota.
- Preciso repetir o que eu disse uma hora atrás?
- O quê?
- Eu tenho esse tique de coçar o pulso?
- Idiota.
Preciso escrever algo decente.
Preciso te tirar desse abrigo nuclear.
Não liguem pra minha divagação.
Ah, o título vem de uma frase de Peanuts, acho que se pesquisar no google tem o texto todo.
- Foi você quem disse que eu tenho esse tique de coçar o pulso né?
- Você ouviu o que eu falei?
- Sim, eu tenho esse tique mesmo?
- O chão tá cheio de papel, você escreve coisas nas paredes, imagina se o dono do AP vê isso!
- Ah, já viu, não lembro o que ele falou, sei que não gostou, provavelmente vou ter que pagar isso também.
- Os vizinhos não reclamam do som alto?
- Ah, no andar de cima mora uma velha que mora no nono andar que não escuta nada, e o sétimo andar tá vazio.
- Provavelmente sairam por causa da tua música alta.
- Na verdade foi porquê me viram pegar a correspondência de cueca, era madrugada eu fui lá embaixo, lembrei de um livro que tinha comprado e fui conferir se tinha chegado.
- E aí?
- O livro tinha chegado.
- Não quis dizer isso.
- Ah, sim! Na verdade eles estavam voltando de uma festa, jantar, sei lá, sei que chegaram no prédio e me viram de cueca perto do elevador, coloquei meu livro no braço e subi junto com eles, fui multado por causa disso, pra variar.
- Você é idiota.
- Preciso repetir o que eu disse uma hora atrás?
- O quê?
- Eu tenho esse tique de coçar o pulso?
- Idiota.
Preciso escrever algo decente.
Preciso te tirar desse abrigo nuclear.
Não liguem pra minha divagação.
Ah, o título vem de uma frase de Peanuts, acho que se pesquisar no google tem o texto todo.
Foi Alastor quem disse
"- Cara, você tá meio diferente.
- O que você quer dizer com isso?
- Bom, sei lá, as vezes até a tua voz muda e parece que nada te incomoda, você banaliza tudo.
- Você quer dizer que eu tenho ataraxia?
- Não era bem esse o termo mas acho que é o que melhor se adapta.
- Mas porque você quer saber isso?
- Você não se importa com nada, durante grandes conversas se mantem no silêncio, só responde quando é questionado e com uma resposta mais ou menos convincente.
- Eu não sei influenciar as pessoas, poxa.
- Mas eu quero saber porque você tá assim?!
- Bom, sabe quando você é criança na véspera de natal e espera ansioso pelo dia 25? Sabe que ganhará o que você pediu o ano todo e você luta contra o sono, acaba dormindo e acorda tipo as 06:00 procurando pelos seus presentes?
- Acho que mais ou menos.
- Você ganha todos aqueles brinquedos o tão esperado Super Nintendo, quer dizer, você sabe que em um momento você se cansará das fitas, colocará os brinquedos em uma prateleira e vai substituir todas aquelas horas por outra atividade qualquer?
- Entendo.
- E no futuro você ligará de novo o tão amado Nintendo e passará horas jogando e lembrando da tua infância ou então vasculhando uma caixa antiga e olhando todas as miniaturas dos Cavaleiros do Zodiaco semi-destruidas que você ainda tem.
- Acho que todo mundo faz isso, principalmente com fotos.
- E a questão é que você se esquece de novo e lembrará de novo, como um dado viciado, você sabe exatamente como as coisas terminam, difícil mesmo é saber quando começam.
- Mas você nem tá falando de natal.
- Pois é.
- Então vamos esperar que o natal chegue logo.
- O que você quer dizer com isso?
- Bom, sei lá, as vezes até a tua voz muda e parece que nada te incomoda, você banaliza tudo.
- Você quer dizer que eu tenho ataraxia?
- Não era bem esse o termo mas acho que é o que melhor se adapta.
- Mas porque você quer saber isso?
- Você não se importa com nada, durante grandes conversas se mantem no silêncio, só responde quando é questionado e com uma resposta mais ou menos convincente.
- Eu não sei influenciar as pessoas, poxa.
- Mas eu quero saber porque você tá assim?!
- Bom, sabe quando você é criança na véspera de natal e espera ansioso pelo dia 25? Sabe que ganhará o que você pediu o ano todo e você luta contra o sono, acaba dormindo e acorda tipo as 06:00 procurando pelos seus presentes?
- Acho que mais ou menos.
- Você ganha todos aqueles brinquedos o tão esperado Super Nintendo, quer dizer, você sabe que em um momento você se cansará das fitas, colocará os brinquedos em uma prateleira e vai substituir todas aquelas horas por outra atividade qualquer?
- Entendo.
- E no futuro você ligará de novo o tão amado Nintendo e passará horas jogando e lembrando da tua infância ou então vasculhando uma caixa antiga e olhando todas as miniaturas dos Cavaleiros do Zodiaco semi-destruidas que você ainda tem.
- Acho que todo mundo faz isso, principalmente com fotos.
- E a questão é que você se esquece de novo e lembrará de novo, como um dado viciado, você sabe exatamente como as coisas terminam, difícil mesmo é saber quando começam.
- Mas você nem tá falando de natal.
- Pois é.
- Então vamos esperar que o natal chegue logo.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
E é como uma receita
Continuo sem massa de esperança.
Uma desejo estranho de desenhar.
Meu remédio, meu tédio.
Procurar auto satisfação no armário.
Um pouco de dúvida.
Um tanto de saudade.
Retirar toda a ausência.
Quase nada de motivação.
Desejo a gosto.
Ainda faço desenhos sem cor: adicionar cor.
Algumas coisas são eternas. Mentira!
Até a Mona Lisa está ruindo.
É tudo questão do tempo, momento.
Adicione tempo, se não tiver, procure.
Experimente.
Se tem um gosto indefinido e uma sensação que não se pode descrever.
Você está no caminho certo.
Tem sabor de trilha sonora, entende?
Daquele filme feito em 57.
Esse clima não me agrada.
Adicione algumas nuvens, você sentirá falta delas..
E veja as cenas, pequenos quadrados que formam um pouco de stop motion.
A cada dia que se passa existem menos pessoas no mundo (será?)
Eu ia esquecendo, adicione o mundo.
E prove.
Então, qual o gosto?
Não sou bom na cozinha, também não sei confeitar textos, mas a gente tenta.
Uma desejo estranho de desenhar.
Meu remédio, meu tédio.
Procurar auto satisfação no armário.
Um pouco de dúvida.
Um tanto de saudade.
Retirar toda a ausência.
Quase nada de motivação.
Desejo a gosto.
Ainda faço desenhos sem cor: adicionar cor.
Algumas coisas são eternas. Mentira!
Até a Mona Lisa está ruindo.
É tudo questão do tempo, momento.
Adicione tempo, se não tiver, procure.
Experimente.
Se tem um gosto indefinido e uma sensação que não se pode descrever.
Você está no caminho certo.
Tem sabor de trilha sonora, entende?
Daquele filme feito em 57.
Esse clima não me agrada.
Adicione algumas nuvens, você sentirá falta delas..
E veja as cenas, pequenos quadrados que formam um pouco de stop motion.
A cada dia que se passa existem menos pessoas no mundo (será?)
Eu ia esquecendo, adicione o mundo.
E prove.
Então, qual o gosto?
Não sou bom na cozinha, também não sei confeitar textos, mas a gente tenta.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Melodia
Olha, a música é boa, a melodia é agradável a letra é extramamente fácil de lembrar, uma pancada de sorte pra primeiro albúm, uma mistura de músicas agitadas com um som mais leve, vocais harmônicos, instrumentos bem afinados, sentimentalismo, protesto, são grandes caracteristicas do albúm que leva o próprio nome da banda.
O baixo da um certo ar "old school" a música, o baixista demonstra atitude no palco, é carismático e faz uma bela segunda voz.
Sobre o baterista, é uma pessoa extremamente enérgica, mesmo que lá no fundo sob pouca iluminação é fácil de perceber ele aproveitando a propria música e cantando, mesmo com uma voz abafada, improvisando e mostrando aos poucos que o conhecem, sua habilidade, conseguindo provar o porquê foi escolhido, excelente.
A vocalista não dispensa energia no palco, interage com a platéia, pede que todos cantem, se atira ao chão, joga água na platéia, o palco é seu playground, puxa os demais membros da banda para si, se atira na platéia, diz coisas aleatórias, definitivamente domina a arte da Jam Session.
Entretanto o guitarrista apesar de mostrar certa habilidade parece um robô, faz a sua parte em silêncio, uma vez ou outra solta uma risada ou canta algum trecho da música, parece não gostar do que está fazendo e quando questionei ( e provavelmente ofendi) sobre suas atitudes no palco, bem...
Ele arrancou três dentes da minha boca.
Raro música assim hoje em dia.
O baixo da um certo ar "old school" a música, o baixista demonstra atitude no palco, é carismático e faz uma bela segunda voz.
Sobre o baterista, é uma pessoa extremamente enérgica, mesmo que lá no fundo sob pouca iluminação é fácil de perceber ele aproveitando a propria música e cantando, mesmo com uma voz abafada, improvisando e mostrando aos poucos que o conhecem, sua habilidade, conseguindo provar o porquê foi escolhido, excelente.
A vocalista não dispensa energia no palco, interage com a platéia, pede que todos cantem, se atira ao chão, joga água na platéia, o palco é seu playground, puxa os demais membros da banda para si, se atira na platéia, diz coisas aleatórias, definitivamente domina a arte da Jam Session.
Entretanto o guitarrista apesar de mostrar certa habilidade parece um robô, faz a sua parte em silêncio, uma vez ou outra solta uma risada ou canta algum trecho da música, parece não gostar do que está fazendo e quando questionei ( e provavelmente ofendi) sobre suas atitudes no palco, bem...
Ele arrancou três dentes da minha boca.
Raro música assim hoje em dia.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Come Together
22 de Abril
O telefone toca, minha viagem foi aceita, será no dia 23 de maio
20 de Maio
Será a última vez que encontro os meus amigos por um tempo, rola aquele clima de despedida: Ganho uma camisa do Brasil, todo mundo pede pra mandar fotos de onde vou e "lembrancinhas", dou risada e digo que farei o possível.
22 de Maio
As malas estão prontas, levo mais coisas do que acho que deveria, pego a mochila que ganhei e dentro dela um bilhete: Faça bom uso da Backpack.
23 de Maio
Meu voo é as 09:00, mas eu devo chegar ao Aeroporto as 07:00, o que me faz sair de casa as 05:00, não me lembro de ter dormido durante a noite, ansiedade, expectativa.
Acontece aquele clima de despedida: Vou pra longe.
Voo foi tranquilo, exceto pelo atraso de uma hora e meia, mas tudo bem.
Chego no meio da tarde, vejo algumas pessoas e meu nome em uma plaquinha, vou até elas, elas começam a falar comigo em inglês, meu cérebro não consegue processar tudo com uma tradução simultânea, então tenho um pouco de dificuldade de entender.
Chegamos em casa, não é tão diferente, me assusto com a velocidade da internet, é absurdamente rápida. Faço uma ligação rápida pros meus pais, digo que tá tudo bem, tô tranquilo e cansado, precisava dormir um pouco.
24 de Maio
Acordo com alguém batendo na porta do meu quarto, não sabia que teria que ir na aula hoje, meu cérebro começa a ensaiar reclamações em inglês, até que eu tô me adaptando.
O telefone toca, minha viagem foi aceita, será no dia 23 de maio
20 de Maio
Será a última vez que encontro os meus amigos por um tempo, rola aquele clima de despedida: Ganho uma camisa do Brasil, todo mundo pede pra mandar fotos de onde vou e "lembrancinhas", dou risada e digo que farei o possível.
22 de Maio
As malas estão prontas, levo mais coisas do que acho que deveria, pego a mochila que ganhei e dentro dela um bilhete: Faça bom uso da Backpack.
23 de Maio
Meu voo é as 09:00, mas eu devo chegar ao Aeroporto as 07:00, o que me faz sair de casa as 05:00, não me lembro de ter dormido durante a noite, ansiedade, expectativa.
Acontece aquele clima de despedida: Vou pra longe.
Voo foi tranquilo, exceto pelo atraso de uma hora e meia, mas tudo bem.
Chego no meio da tarde, vejo algumas pessoas e meu nome em uma plaquinha, vou até elas, elas começam a falar comigo em inglês, meu cérebro não consegue processar tudo com uma tradução simultânea, então tenho um pouco de dificuldade de entender.
Chegamos em casa, não é tão diferente, me assusto com a velocidade da internet, é absurdamente rápida. Faço uma ligação rápida pros meus pais, digo que tá tudo bem, tô tranquilo e cansado, precisava dormir um pouco.
24 de Maio
Acordo com alguém batendo na porta do meu quarto, não sabia que teria que ir na aula hoje, meu cérebro começa a ensaiar reclamações em inglês, até que eu tô me adaptando.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Probóscide
O sol logo apareceu, era um dia quente, quente como todos os outros, um garoto observava um pernilongo voando pelo quarto e parando em seu braço, logo tenta puxar assunto com o animal sabendo que não teria resposta.
"-Ei, porque você quer tirar o meu sangue?"
"- Eu preciso do teu sangue pra viver, não me entenda mal, assim como vocês fazem, eu preciso me alimentar." O garoto a essa altura já não estava surpreso em ouvir um pernilongo falar.
"-Como assim como vocês fazem? Eu nunca tirei o sangue de ninguém, nunca sai voando por aí e pousei de mansinho no seu braço pra tirar o seu sangue!
"- É, se você pensar assim, mas você provavelmente é carnivoro, você se alimenta da carne de outros animais. E mesmo que não seja, você sabe, a sua espécie destrói tudo o que toca, inclusive você já deve ter destruido alguma coisa, comeu algo que foi plantado no que antes era o habitat de outra espécie ou até matado até alguém da minha espécie, estou certo?"
"-Sim, eu como carne, mas eu não tiro o sangue de alguém de mansinho, e todo mundo precisa se alimentar.
"-Que bom que você entende onde eu quero chegar, o fato é que só nos alimentamos de maneira diferente, mas de qualquer modo você tira vantagem de algo."
"-Mas você ainda tem vantagem, você tem asas."
"- Chamaremos isso de equlibrio, certo?Veja bem, imagine se eu fosse do seu tamanho e ainda tivesse asas, você seria um alvo fácil, as asas são minhas pra chegar fácil até você, e sair do mesmo modo."
"-Então tudo o que tem asas, deve voar."
"-Então eu tenho que ir, enquanto conversavamos eu tirei um pouco do seu sangue."
O garoto só ficou em silêncio, o pernilongo saiu pela porta do quarto, ouve-se um estalo no corredor seguido de um grito: Matei um pernilongo que tava cheio de sangue!
Volte criatividade, escrever sobre pernilongos é realmente o fim da picada.
"-Ei, porque você quer tirar o meu sangue?"
"- Eu preciso do teu sangue pra viver, não me entenda mal, assim como vocês fazem, eu preciso me alimentar." O garoto a essa altura já não estava surpreso em ouvir um pernilongo falar.
"-Como assim como vocês fazem? Eu nunca tirei o sangue de ninguém, nunca sai voando por aí e pousei de mansinho no seu braço pra tirar o seu sangue!
"- É, se você pensar assim, mas você provavelmente é carnivoro, você se alimenta da carne de outros animais. E mesmo que não seja, você sabe, a sua espécie destrói tudo o que toca, inclusive você já deve ter destruido alguma coisa, comeu algo que foi plantado no que antes era o habitat de outra espécie ou até matado até alguém da minha espécie, estou certo?"
"-Sim, eu como carne, mas eu não tiro o sangue de alguém de mansinho, e todo mundo precisa se alimentar.
"-Que bom que você entende onde eu quero chegar, o fato é que só nos alimentamos de maneira diferente, mas de qualquer modo você tira vantagem de algo."
"-Mas você ainda tem vantagem, você tem asas."
"- Chamaremos isso de equlibrio, certo?Veja bem, imagine se eu fosse do seu tamanho e ainda tivesse asas, você seria um alvo fácil, as asas são minhas pra chegar fácil até você, e sair do mesmo modo."
"-Então tudo o que tem asas, deve voar."
"-Então eu tenho que ir, enquanto conversavamos eu tirei um pouco do seu sangue."
O garoto só ficou em silêncio, o pernilongo saiu pela porta do quarto, ouve-se um estalo no corredor seguido de um grito: Matei um pernilongo que tava cheio de sangue!
Volte criatividade, escrever sobre pernilongos é realmente o fim da picada.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Relógio
Ele um pouco esquisito, passava a madrugada lendo HQ.
Ela um tanto indiferente, dormia cedo sem saber o porquê.
Ele com insônia, rabiscava linhas e tomava café.
Ela já não sabia se ainda tinha fé.
Ele encontrava defeitos e contava no relógio.
Ela no mercado procura um desodorante ecológico.
Ele todo desastrado, tentou dizer.
Ela tentou entender.
Ele procurou uma razão.
Ela disse que talvez tudo seguisse na contra-mão.
Puta texto ruim, não sei fazer assim!Ficou sem sentido, mas escrevi na caixa do blogspot mesmo, então postarei, fazer o quê ):
Ela um tanto indiferente, dormia cedo sem saber o porquê.
Ele com insônia, rabiscava linhas e tomava café.
Ela já não sabia se ainda tinha fé.
Ele encontrava defeitos e contava no relógio.
Ela no mercado procura um desodorante ecológico.
Ele todo desastrado, tentou dizer.
Ela tentou entender.
Ele procurou uma razão.
Ela disse que talvez tudo seguisse na contra-mão.
Puta texto ruim, não sei fazer assim!Ficou sem sentido, mas escrevi na caixa do blogspot mesmo, então postarei, fazer o quê ):
sábado, 28 de agosto de 2010
Divagação
Eu sempre fui uma criança que gostava de se machucar, não gostava da dor, gostava dos curativos.
São tão bonitinhos aqueles band-aid, eram todos desenhados e eu ainda desenhava por cima deles, o que resultava uma obra de arte feita com canetinhas e sangue seco.
Era engraçado ter 4, 5 anos e chegar na escola com curativos no queixo, band-aid nos dedos, era a sensação de ser um veterano de guerra que tinha se ferido cumprindo uma missão, ou algo do tipo.
Mas qual era a missão? Era jogar Super Nintendo, escalar sofás, soltar bombinhas, lutar com o sono, e ficar se esquivando entre um canal e outro, tentando ver dois desenhos ao mesmo tempo, reclamar de ter que tomar banho, cantar mamonas assassinas sem entender a letra, ou então por quase ser expulso da pré-escola porque você enfiou um lápis nas costas de um garoto que queria pegar os teus lápis de cor.
Digo que era tudo tão simples, parecia tudo tão facil, não digo que as coisas são dificeis, a pior parte é ter a animação pra lutar.
É ter um pouquinho de paciência com tudo e ficar pensando "um passo por vez."
Eu não sei onde vou chegar com tudo isso, e espero que você também não saiba.
Tava mais ou menos até a parte da minha infância mas a criatividade acabou e eu não sabia o final, então não me atirem pedras.
São tão bonitinhos aqueles band-aid, eram todos desenhados e eu ainda desenhava por cima deles, o que resultava uma obra de arte feita com canetinhas e sangue seco.
Era engraçado ter 4, 5 anos e chegar na escola com curativos no queixo, band-aid nos dedos, era a sensação de ser um veterano de guerra que tinha se ferido cumprindo uma missão, ou algo do tipo.
Mas qual era a missão? Era jogar Super Nintendo, escalar sofás, soltar bombinhas, lutar com o sono, e ficar se esquivando entre um canal e outro, tentando ver dois desenhos ao mesmo tempo, reclamar de ter que tomar banho, cantar mamonas assassinas sem entender a letra, ou então por quase ser expulso da pré-escola porque você enfiou um lápis nas costas de um garoto que queria pegar os teus lápis de cor.
Digo que era tudo tão simples, parecia tudo tão facil, não digo que as coisas são dificeis, a pior parte é ter a animação pra lutar.
É ter um pouquinho de paciência com tudo e ficar pensando "um passo por vez."
Eu não sei onde vou chegar com tudo isso, e espero que você também não saiba.
Tava mais ou menos até a parte da minha infância mas a criatividade acabou e eu não sabia o final, então não me atirem pedras.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Cabelo
"- Morri.
- Nem morreu não, e se morreu, oi zumbi!
- Cortei meu cabelo, estilo "Joãozinho", agora tá parecendo um capacete!
- Aposto que não tá parecendo um capacete, aposto que tá bonito!
- A única coisa que eu tinha de bonito e eu fiz questão de arruinar.
- Ah, para de falar besteira, deixa eu vê.
- Nossa.
- Nossa.
- Nossa.
- O quê?
- Tá lindo.
- Ah, umas 5 pessoas falaram que tá horrivel!
- Não, sério, tá mais lindo que antes.
- Cê só pode tá zoando comigo.
- Não, ficou muito bonito, eu realmente gostei
- Mas eu tô parecendo um macho!
- Mas você não tá parecendo um macho.
- Ah, obrigada, Pipu.
- Tinha tempo que você não me chamava de Pipu!
- Tinha nada, te chamei ontem!
- Mas ontem a gente não conversou, como pode?
- Ah, da última vez que a gente conversou, não confio na minha memória!
- Eu sei que não foi ontem, e você não me chamou de Pipu!"
Ah, trechos de conversa com a Jéssica, créditos a ela também, e ao seu novo corte de cabelo.
- Nem morreu não, e se morreu, oi zumbi!
- Cortei meu cabelo, estilo "Joãozinho", agora tá parecendo um capacete!
- Aposto que não tá parecendo um capacete, aposto que tá bonito!
- A única coisa que eu tinha de bonito e eu fiz questão de arruinar.
- Ah, para de falar besteira, deixa eu vê.
- Nossa.
- Nossa.
- Nossa.
- O quê?
- Tá lindo.
- Ah, umas 5 pessoas falaram que tá horrivel!
- Não, sério, tá mais lindo que antes.
- Cê só pode tá zoando comigo.
- Não, ficou muito bonito, eu realmente gostei
- Mas eu tô parecendo um macho!
- Mas você não tá parecendo um macho.
- Ah, obrigada, Pipu.
- Tinha tempo que você não me chamava de Pipu!
- Tinha nada, te chamei ontem!
- Mas ontem a gente não conversou, como pode?
- Ah, da última vez que a gente conversou, não confio na minha memória!
- Eu sei que não foi ontem, e você não me chamou de Pipu!"
Ah, trechos de conversa com a Jéssica, créditos a ela também, e ao seu novo corte de cabelo.
Divagações feitas em véspera
"Quer dizer, vão fazer 19 anos que...
Ah, se acalme é tudo uma questão de tempo."
Bom, talvez eu não entenda tão bem como as coisas andam ou como tudo vai mudar, se mudar.
É estranho ver como minutos, horas, dias, meses, estão passando rápido.
Lembro quando o tempo passava devagar, coisa que só acontece quando se está muito feliz ou muito triste, mas nada disso importa agora, não é?
A questão é não saber quando se está no meio da tempestade ou da calmaria.
E você a cada dia percebe que as pessoas são fracas e você passa a fazer comparações, quando digo fraca, vocês me entendem?Digo de espirito, pensamento, ideologia, coisas assim.
E não aproveitar a propria gloria, achar tudo um saco.
"-Você tem a faca e o bolo, sirva-se."
"Mas eu não tenho fome."
Acho que vocês me entendem, não é?
Texto "comemorativo", aniversário chegando, parabéns pra mim (:
Ah, se acalme é tudo uma questão de tempo."
Bom, talvez eu não entenda tão bem como as coisas andam ou como tudo vai mudar, se mudar.
É estranho ver como minutos, horas, dias, meses, estão passando rápido.
Lembro quando o tempo passava devagar, coisa que só acontece quando se está muito feliz ou muito triste, mas nada disso importa agora, não é?
A questão é não saber quando se está no meio da tempestade ou da calmaria.
E você a cada dia percebe que as pessoas são fracas e você passa a fazer comparações, quando digo fraca, vocês me entendem?Digo de espirito, pensamento, ideologia, coisas assim.
E não aproveitar a propria gloria, achar tudo um saco.
"-Você tem a faca e o bolo, sirva-se."
"Mas eu não tenho fome."
Acho que vocês me entendem, não é?
Texto "comemorativo", aniversário chegando, parabéns pra mim (:
sábado, 21 de agosto de 2010
Envelope
E toda mensagem que é enviada tem um destino.
Não concordo.
Porque?
Porque existem inumeros fatores que fazem com que a mensagem não chegue ao destinatário, quer dizer: um cachorro pode destruir a sacola de cartas, o carteiro pode ter um ataque de pânico e jogar toda a correspodência no rio ou simplesmente não entregar mais, se cansar.
Então é um milagre que a correspondência chegue, e quando chega a mensagem já foi passada?
Não, cabe ao destinatário ler, a pessoa pode olhar o título e ignorar, abrir daqui 20/30 anos, se mal faz diferença pra ela abrir agora, qual o sentido de abri daqui a 20 anos?
E talvez seja raro você passar uma mensagem e o mundo entender o que você quer, mas você não entende, você não lê, você tem o envelope com toda a esperança dentro e você não abre, você o coloca na última gaveta e deixa ali, latente, você pega a melhor parte de mim e deixa guardada em uma gaveta qualquer, a única parte que se salvaria e você guarda, então por favor, te peço, devolva a minha carta.
Não concordo.
Porque?
Porque existem inumeros fatores que fazem com que a mensagem não chegue ao destinatário, quer dizer: um cachorro pode destruir a sacola de cartas, o carteiro pode ter um ataque de pânico e jogar toda a correspodência no rio ou simplesmente não entregar mais, se cansar.
Então é um milagre que a correspondência chegue, e quando chega a mensagem já foi passada?
Não, cabe ao destinatário ler, a pessoa pode olhar o título e ignorar, abrir daqui 20/30 anos, se mal faz diferença pra ela abrir agora, qual o sentido de abri daqui a 20 anos?
E talvez seja raro você passar uma mensagem e o mundo entender o que você quer, mas você não entende, você não lê, você tem o envelope com toda a esperança dentro e você não abre, você o coloca na última gaveta e deixa ali, latente, você pega a melhor parte de mim e deixa guardada em uma gaveta qualquer, a única parte que se salvaria e você guarda, então por favor, te peço, devolva a minha carta.
Mais
Então, como você se sente?Seja sincero dessa vez!
Bom, eu sinto um pesar em mim, como se o mundo fosse cair, entende?
Não.
O meu mundo!
Continuo não entendendo o que acontece, na verdade não sei o que vou encontrar em cada esquina, quer dizer antes eu tinha um plano, tinha sonhos.
E o que tem agora?
Agora eu tenho tudo o que queria ter antes, mas não me sinto feliz, não me sinto completo.
E porque se sente assim?
Não sei, não sinto emoção em nada e tudo o que faço parece não ter resultado, não funcionar, sabe; existiram dias em que tudo o que eu fazia funcionava e tinha planos exatamente pro próximo passo, próximo dia, e o dia finalmente chegou e fim, isso não é a porra de um filme!
Exatamente, a vida não é como um filme.
Pois é, depois do "final feliz" o que segue?Os créditos, mas e depois? O que acontece depois, quer dizer, a vida pode acabar logo depois dos créditos e um dos personagens principais ser atropleado por um ônibus, digo a vida é imprevisivel.
E você tem medo disso?
Sim, eu sentia que eu podia controlar a minha vida, sentia que podia controlar cada passo meu e das pessoas que me cercavam, eu via um pouco alem, não muito, mas sempre vi um pouco mais que os outros.
Você não acha que o pouco que você via não podia ser muito pra uma pessoa normal?
Não, até porque eu não era influenciado, eu influenciava, e putz, o mundo era meu, você me entende?Meu mundo?
E o que você quer dizer?Você sabe que no fim, eu não existo não é? Que meu nome nem aparecerá nos créditos finais.
Eis aqui o auge da decadência humana, então.
Não foi bom, não foi belo, mas é o que salva a noite e um pouquinho da manhã.
Bom, eu sinto um pesar em mim, como se o mundo fosse cair, entende?
Não.
O meu mundo!
Continuo não entendendo o que acontece, na verdade não sei o que vou encontrar em cada esquina, quer dizer antes eu tinha um plano, tinha sonhos.
E o que tem agora?
Agora eu tenho tudo o que queria ter antes, mas não me sinto feliz, não me sinto completo.
E porque se sente assim?
Não sei, não sinto emoção em nada e tudo o que faço parece não ter resultado, não funcionar, sabe; existiram dias em que tudo o que eu fazia funcionava e tinha planos exatamente pro próximo passo, próximo dia, e o dia finalmente chegou e fim, isso não é a porra de um filme!
Exatamente, a vida não é como um filme.
Pois é, depois do "final feliz" o que segue?Os créditos, mas e depois? O que acontece depois, quer dizer, a vida pode acabar logo depois dos créditos e um dos personagens principais ser atropleado por um ônibus, digo a vida é imprevisivel.
E você tem medo disso?
Sim, eu sentia que eu podia controlar a minha vida, sentia que podia controlar cada passo meu e das pessoas que me cercavam, eu via um pouco alem, não muito, mas sempre vi um pouco mais que os outros.
Você não acha que o pouco que você via não podia ser muito pra uma pessoa normal?
Não, até porque eu não era influenciado, eu influenciava, e putz, o mundo era meu, você me entende?Meu mundo?
E o que você quer dizer?Você sabe que no fim, eu não existo não é? Que meu nome nem aparecerá nos créditos finais.
Eis aqui o auge da decadência humana, então.
Não foi bom, não foi belo, mas é o que salva a noite e um pouquinho da manhã.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Agosto
I – Tomada vinte
Desde que você se foi minha vida é um desastre.
Se sente como se tudo estivesse vindo ao chão.
Em cada uma das esquinas, tudo esta mudando
E se sente insólito.
Desde que você se foi, vamos nos tornando pouco a pouco o reflexo da miséria humana
Vamos mostrando do que somos feitos.
Escárnio. Cinismo. Irresponsabilidade. Falta de interesse. Falta de motivações.
Perdidos enfim; começando planos para desistir em seguida e apostando em sonhos que nos fazem sofrer e vivendo de futilidades em uma busca irrefreável a procura de satisfação que nunca sacia nossa sede.
Sede de álcool, de cigarros, de adrenalina, de atenção, de carinho, de piedade, de humanidade, de autoconhecimento de autodestruição.
Incapacidade e fúria.
II – Mimada.
Volta pai.
Quero fazer de conta que eu sou uma criança. Quero deitar no teu colo e te pedir proteção. Te exigir respostas sempre na ponta da língua. Deixa eu me enganar por mais dez minutinhos; daqueles que eu te pedia aos sábados pela manhã quando você ia me acordar. Deixa pai.
Pai deixa tudo. Pai se pudesse nos daria tudo.
Tudo de nobre e belo que alguém pode ser. Pai plebeu com filha princesa. Não menos que impossível aos olhos do mundo.
Mas ela pode.
Se finge de rei para fazê-la feliz.
O pai deixa tudo.
Até se apaixonar por um outro qualquer e não deixar o pai cuidar.
Até entregá-la no altar.
Pai deixa tudo.
Menina mimada quebra a cara com o mundo.
Desde que você se foi minha vida é um desastre.
Se sente como se tudo estivesse vindo ao chão.
Em cada uma das esquinas, tudo esta mudando
E se sente insólito.
Desde que você se foi, vamos nos tornando pouco a pouco o reflexo da miséria humana
Vamos mostrando do que somos feitos.
Escárnio. Cinismo. Irresponsabilidade. Falta de interesse. Falta de motivações.
Perdidos enfim; começando planos para desistir em seguida e apostando em sonhos que nos fazem sofrer e vivendo de futilidades em uma busca irrefreável a procura de satisfação que nunca sacia nossa sede.
Sede de álcool, de cigarros, de adrenalina, de atenção, de carinho, de piedade, de humanidade, de autoconhecimento de autodestruição.
Incapacidade e fúria.
II – Mimada.
Volta pai.
Quero fazer de conta que eu sou uma criança. Quero deitar no teu colo e te pedir proteção. Te exigir respostas sempre na ponta da língua. Deixa eu me enganar por mais dez minutinhos; daqueles que eu te pedia aos sábados pela manhã quando você ia me acordar. Deixa pai.
Pai deixa tudo. Pai se pudesse nos daria tudo.
Tudo de nobre e belo que alguém pode ser. Pai plebeu com filha princesa. Não menos que impossível aos olhos do mundo.
Mas ela pode.
Se finge de rei para fazê-la feliz.
O pai deixa tudo.
Até se apaixonar por um outro qualquer e não deixar o pai cuidar.
Até entregá-la no altar.
Pai deixa tudo.
Menina mimada quebra a cara com o mundo.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Uma vez ela me perguntou sorrindo
Pra onde vão as estrelas que não voltam para o céu?
E eu respondi que ficavam no coração de quem as admirava.
Vou dar a opção de substituir a admiração por amor, fica a critério de vocês (: .
E eu respondi que ficavam no coração de quem as admirava.
Vou dar a opção de substituir a admiração por amor, fica a critério de vocês (: .
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
É Tempo de Digerir a Dor.
É tempo de digerir a dor.
Não a mais nada que você possa fazer com ela.
Pare de ficar pensando se poderias ter evitado essa situação ou não. Cada mínimo gesto seu se reflete em conseqüências inimagináveis se pararmos para analisar. Movimento em cadeia. Dor em correntes.
Milhares de ligações mandando fluídos de dor direto no seu coração. O que você pode fazer com isso afinal? Nada... Eu sinto muito, mas você não pode fazer nada. Mas eu te garanto que não vai durar pra sempre.
Eu gosto de pensar que isso funciona como os “anticorpos”. Você é atacado por uma doença realmente intensa; e então tudo que você tem que fazer é esperar, ou ela vai te matar, ou você vai sair dessa e nunca mais vai sofrer tanto com ela novamente, ainda que ela te pegue outra vez. Tudo questão de tempo...
A vida é engraçada às vezes. Num momento você se acha extremamente capaz, valente, olhando pro futuro como se nada de mal pudesse te pegar. E então, surpresa, a vida te puxa e faz você acordar pra realidade que ela é uma vadia; e que as forças que medem o universo estão muito além da sua capacidade medíocre, você nunca vai entendê-las, por mais que tente.
Mas, hey! Você é um ser humano. Por sorte o seu cérebro, com toda a sua impressionante capacidade racional, vai dar um jeitinho nisso! Você vai se esquecer. Por mais que você não queira, por mais que alguém comente algo que te puxe a memória e te faça lembrar, você vai esquecer. E de repente, não mais que de repente, você se pega voltando a sua vidinha de sempre, com as coisas de sempre e os hábitos de sempre adequados as mudanças. O ser humano é realmente uma máquina perfeita não?
É.
Pode levantar desse beco escuro agora. Nos dois sabemos que a vida não é só isso, apenas tente evoluir. Exija um pouco mais da sua racionalidade e procure não esquecer simplesmente para não cometer os mesmos erros. Eu bem sei o quanto isso pode ser complicado nesse momento, mas você vai voltar a sorrir. No fundo você já sabe disso.
Portanto, se quiser chorar, chore. Se quiser gritar, grite. Se quiser dar uma de rebelde por uma noite nada te impede. Só tome cuidado para não machucar alguém pelo caminho, pessoas que queriam te ajudar; no final você vai estar se perguntando se valeu à pena.
Mas eu não estou aqui pra te disser o que fazer, longe de mim! Apenas te peço que conserve uma boa memória enquanto termina de digerir a dor.
Não a mais nada que você possa fazer com ela.
Pare de ficar pensando se poderias ter evitado essa situação ou não. Cada mínimo gesto seu se reflete em conseqüências inimagináveis se pararmos para analisar. Movimento em cadeia. Dor em correntes.
Milhares de ligações mandando fluídos de dor direto no seu coração. O que você pode fazer com isso afinal? Nada... Eu sinto muito, mas você não pode fazer nada. Mas eu te garanto que não vai durar pra sempre.
Eu gosto de pensar que isso funciona como os “anticorpos”. Você é atacado por uma doença realmente intensa; e então tudo que você tem que fazer é esperar, ou ela vai te matar, ou você vai sair dessa e nunca mais vai sofrer tanto com ela novamente, ainda que ela te pegue outra vez. Tudo questão de tempo...
A vida é engraçada às vezes. Num momento você se acha extremamente capaz, valente, olhando pro futuro como se nada de mal pudesse te pegar. E então, surpresa, a vida te puxa e faz você acordar pra realidade que ela é uma vadia; e que as forças que medem o universo estão muito além da sua capacidade medíocre, você nunca vai entendê-las, por mais que tente.
Mas, hey! Você é um ser humano. Por sorte o seu cérebro, com toda a sua impressionante capacidade racional, vai dar um jeitinho nisso! Você vai se esquecer. Por mais que você não queira, por mais que alguém comente algo que te puxe a memória e te faça lembrar, você vai esquecer. E de repente, não mais que de repente, você se pega voltando a sua vidinha de sempre, com as coisas de sempre e os hábitos de sempre adequados as mudanças. O ser humano é realmente uma máquina perfeita não?
É.
Pode levantar desse beco escuro agora. Nos dois sabemos que a vida não é só isso, apenas tente evoluir. Exija um pouco mais da sua racionalidade e procure não esquecer simplesmente para não cometer os mesmos erros. Eu bem sei o quanto isso pode ser complicado nesse momento, mas você vai voltar a sorrir. No fundo você já sabe disso.
Portanto, se quiser chorar, chore. Se quiser gritar, grite. Se quiser dar uma de rebelde por uma noite nada te impede. Só tome cuidado para não machucar alguém pelo caminho, pessoas que queriam te ajudar; no final você vai estar se perguntando se valeu à pena.
Mas eu não estou aqui pra te disser o que fazer, longe de mim! Apenas te peço que conserve uma boa memória enquanto termina de digerir a dor.
E o passado
Me lembro que eu tinha meus primeiros 21 anos, quando eu te vi pela primeira vez:
Era uma manhã fria, eu bebia café quente, era gostoso, foi em 1098; Acho que você nem me viu, foi essa a grande impressão que eu tive: você era linda, tinha algo de diferente, não tinha "correntes", era livre, e isso me chamou muito a atenção.
Não sei como te conquistei a princípio, alguns diriam sorte, talvez, não foi o destino ou algo do tipo, mas acabou acontecendo.
Nos casamos em 1909, no inverno. Acho que de todas as existências que já tive, esse é o único dia que não consigo me esquecer: Você estava linda, não conheço palavra que te descreva bem, acho que essa provavelmente é a que chega mais perto, mas você estava feliz, eu consegui fazer alguém feliz, lembro que não tinha metas, planos ou qualquer ideia do que queria antes de você aparecer no inverno de 1908, daí eu me esforcei pra ser o melhor, o melhor pra você, o melhor pro mundo, e eu tinha seus braços pra descansar, e era tão bom.
Mas em 1963 eu deixei tudo, te deixei sozinha, não porque eu queria, eu nunca quis me separar de você, mas eu disse que voltaria por você, voltaria pra viver tudo aquilo de novo, acho que foi onde eu consegui salvar parte das minha memorias, sei que você já não é mais a garota, a minha garota de 1908, imagino que já seja outra pessoa, mas sei que você está ai, não sei se você vai lembrar de mim, pra falar a verdade não sei por onde começar a te procurar, mas procuro, em cada canto que me lembra seu perfume, não sei como você é hoje, mas creio que eu vá te encontrar e hoje me lembrei ainda mais de você: está frio, frio do jeito que ela gostava. Me pergunto se você ainda gosta do frio, se você um dia irá gostar de mim ou até se vou te encontrar um dia. Mas se você ler, sei que vai lembrar e sei que vai responder a esse anúncio e que vai sorrir e me dizer que você tá perto de mim e vai sorrir como antigamente, afinal a vida é curta e que você se lembra muito bem da primeira vez em que eu morri.
Acho que preciso parar de passar a noite acordado e depois tomar café pela manhã
Era uma manhã fria, eu bebia café quente, era gostoso, foi em 1098; Acho que você nem me viu, foi essa a grande impressão que eu tive: você era linda, tinha algo de diferente, não tinha "correntes", era livre, e isso me chamou muito a atenção.
Não sei como te conquistei a princípio, alguns diriam sorte, talvez, não foi o destino ou algo do tipo, mas acabou acontecendo.
Nos casamos em 1909, no inverno. Acho que de todas as existências que já tive, esse é o único dia que não consigo me esquecer: Você estava linda, não conheço palavra que te descreva bem, acho que essa provavelmente é a que chega mais perto, mas você estava feliz, eu consegui fazer alguém feliz, lembro que não tinha metas, planos ou qualquer ideia do que queria antes de você aparecer no inverno de 1908, daí eu me esforcei pra ser o melhor, o melhor pra você, o melhor pro mundo, e eu tinha seus braços pra descansar, e era tão bom.
Mas em 1963 eu deixei tudo, te deixei sozinha, não porque eu queria, eu nunca quis me separar de você, mas eu disse que voltaria por você, voltaria pra viver tudo aquilo de novo, acho que foi onde eu consegui salvar parte das minha memorias, sei que você já não é mais a garota, a minha garota de 1908, imagino que já seja outra pessoa, mas sei que você está ai, não sei se você vai lembrar de mim, pra falar a verdade não sei por onde começar a te procurar, mas procuro, em cada canto que me lembra seu perfume, não sei como você é hoje, mas creio que eu vá te encontrar e hoje me lembrei ainda mais de você: está frio, frio do jeito que ela gostava. Me pergunto se você ainda gosta do frio, se você um dia irá gostar de mim ou até se vou te encontrar um dia. Mas se você ler, sei que vai lembrar e sei que vai responder a esse anúncio e que vai sorrir e me dizer que você tá perto de mim e vai sorrir como antigamente, afinal a vida é curta e que você se lembra muito bem da primeira vez em que eu morri.
Acho que preciso parar de passar a noite acordado e depois tomar café pela manhã
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
E uma vez eu disse
Que conheci um garoto, e ele falava coisas estranhas, contava coisas engraçadas e que fazia piada de tudo:
"- Existem uma ou duas coisas com que eu consigo me importar, o resto é bobagem."
E acho que esse garoto era uma excessão, digo ele tinha gostos estranhos e normalmente não se enquadrava em nenhum padrão:
"Porquê eu preciso sair?Eu me importo com algumas pessoas, e acho que elas se importam comigo."
Quando se sentia mal se fechava para o mundo, como um alerta de bomba atômica, quando se sentia seguro, resolvia dar a cara a tapa novamente:
"Alguém uma vez me disse que pra ser brasileiro a gente tem que gostar de futebol, bunda e carnaval. Putz, eu sou o quê?"
E as vezes dizia não ter motivação, nada do que fazia parecia ter algum resultado, a cada batalha saia mais ferido e com vontade de desistir:
"Uma vez Zeus libertou Atlas de sustentar o céu, Atlas sorriu e recusou e disse a seguinte frase: Você me condenou a isto porque sabe que eu aguentaria o peso, se eu sair daqui quem poderia fazer isso?"
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de explodir coisas e que dormia em horários irregulares e que não se importava com datas:
"Ah, qual o sentido de carregar o peso do mundo?Eu mal carrego o peso do meu mundo."
Certa vez eu conheci um garoto que mudava de personalidade as vezes mesmo que sem querer:
"Meio que me acostumei a mudanças, acontecem tão rápido, inclusive comigo, difícil é sustentar o peso de algumas mudanças, mas logo tudo passa"
E ele arriscava escrever algumas palavras, fazer algumas músicas e comer porcarias.
"Não tem nada que eu consiga fazer direito, cedo ou tarde acabo estragando tudo, ou quase tudo."
E era desastrado, vivia chutando o sofá, quebrando copos e falando coisas que não faziam o menor sentido:
"Existem dias em que eu sinto que tudo o que faço funciona exatamente como eu imagino, mas esses dias pararam tem algum tempo e só não consigo me adaptar a arriscar em algo que eu não tenho certeza, mas arriscar é isso, não é?"
E uma vez eu conheci um garoto que era otimista, ele me apoiava e dizia que tudo ia dar certo, tudo ia melhorar e que um dia tudo voltaria ao normal:
"Já sabemos que pior não vai ficar, não é?Então agora é só ter paciência."
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de falar dele mesmo na terceira pessoa e que escrevia durante as madrugadas de tédio.
"- Existem uma ou duas coisas com que eu consigo me importar, o resto é bobagem."
E acho que esse garoto era uma excessão, digo ele tinha gostos estranhos e normalmente não se enquadrava em nenhum padrão:
"Porquê eu preciso sair?Eu me importo com algumas pessoas, e acho que elas se importam comigo."
Quando se sentia mal se fechava para o mundo, como um alerta de bomba atômica, quando se sentia seguro, resolvia dar a cara a tapa novamente:
"Alguém uma vez me disse que pra ser brasileiro a gente tem que gostar de futebol, bunda e carnaval. Putz, eu sou o quê?"
E as vezes dizia não ter motivação, nada do que fazia parecia ter algum resultado, a cada batalha saia mais ferido e com vontade de desistir:
"Uma vez Zeus libertou Atlas de sustentar o céu, Atlas sorriu e recusou e disse a seguinte frase: Você me condenou a isto porque sabe que eu aguentaria o peso, se eu sair daqui quem poderia fazer isso?"
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de explodir coisas e que dormia em horários irregulares e que não se importava com datas:
"Ah, qual o sentido de carregar o peso do mundo?Eu mal carrego o peso do meu mundo."
Certa vez eu conheci um garoto que mudava de personalidade as vezes mesmo que sem querer:
"Meio que me acostumei a mudanças, acontecem tão rápido, inclusive comigo, difícil é sustentar o peso de algumas mudanças, mas logo tudo passa"
E ele arriscava escrever algumas palavras, fazer algumas músicas e comer porcarias.
"Não tem nada que eu consiga fazer direito, cedo ou tarde acabo estragando tudo, ou quase tudo."
E era desastrado, vivia chutando o sofá, quebrando copos e falando coisas que não faziam o menor sentido:
"Existem dias em que eu sinto que tudo o que faço funciona exatamente como eu imagino, mas esses dias pararam tem algum tempo e só não consigo me adaptar a arriscar em algo que eu não tenho certeza, mas arriscar é isso, não é?"
E uma vez eu conheci um garoto que era otimista, ele me apoiava e dizia que tudo ia dar certo, tudo ia melhorar e que um dia tudo voltaria ao normal:
"Já sabemos que pior não vai ficar, não é?Então agora é só ter paciência."
Uma vez eu conheci um garoto que gostava de falar dele mesmo na terceira pessoa e que escrevia durante as madrugadas de tédio.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Puzzle
E você é minha peça de quebra-cabeça:
É a peça que eu tento encaixar na minha vida.
É você que eu não entendo.
É por você que não me entendo.
E é por você que eu fico guardado em uma caixa.
E é por você que eu tento me encaixar no mundo.
E é você que eu não consigo desvendar.
E é pra você que eu não consigo me explicar quando todas as peças se juntam.
E é por você que eu tenho essa peça de quebra cabeça tatuada.
Só pra me lembrar que ninguém é perfeito.
É a peça que eu tento encaixar na minha vida.
É você que eu não entendo.
É por você que não me entendo.
E é por você que eu fico guardado em uma caixa.
E é por você que eu tento me encaixar no mundo.
E é você que eu não consigo desvendar.
E é pra você que eu não consigo me explicar quando todas as peças se juntam.
E é por você que eu tenho essa peça de quebra cabeça tatuada.
Só pra me lembrar que ninguém é perfeito.
A carta que nunca chegou parte 2
Oi, já tem duas semanas desde que eu mandei aquela última carta, não sei como estão as coisas por aí, e nem se já recebeu a minha carta, mas espero que esteja tudo bem com você.
Bom, as coisas estão no mesmo ritmo de antes; Tudo parece um pouco devagar, e ainda existem algumas coisas que estão fora do lugar, mas é só fingir que está tudo bem, que tá tudo certo, é fácil enganar as pessoas, mas se enganar é sempre a coisa mais difícil, tenho que admitir, portanto usarei essa carta como um desabafo e pra contar que eu não volto mais pro Brasil.
Eu disse que te amava, não é?Verdade, sinto por você um afeto e um carinho que eu não senti por ninguém, até duvido que vou sentir algo parecido um dia.
Então, na minha visão sobre o amor você só ama uma vez: O resto eu chamo de "espelho" é quando você busca características do que você gostava em uma pessoa e procurava justamente, e quando você evita os defeitos da pessoa anterior (Ainda acredito que só se ama uma vez).
E talvez ache tudo isso um exagero (sei que é),mas é essa a minha opinião.
Confesso ainda que tá sendo ótimo viajar, e bem, é isso, aposto que não acreditaria se eu dissesse que sinto sua falta, então fica aqui um breve adeus, e pode considerar que continuo repetindo as palavras da última carta.
Bom, as coisas estão no mesmo ritmo de antes; Tudo parece um pouco devagar, e ainda existem algumas coisas que estão fora do lugar, mas é só fingir que está tudo bem, que tá tudo certo, é fácil enganar as pessoas, mas se enganar é sempre a coisa mais difícil, tenho que admitir, portanto usarei essa carta como um desabafo e pra contar que eu não volto mais pro Brasil.
Eu disse que te amava, não é?Verdade, sinto por você um afeto e um carinho que eu não senti por ninguém, até duvido que vou sentir algo parecido um dia.
Então, na minha visão sobre o amor você só ama uma vez: O resto eu chamo de "espelho" é quando você busca características do que você gostava em uma pessoa e procurava justamente, e quando você evita os defeitos da pessoa anterior (Ainda acredito que só se ama uma vez).
E talvez ache tudo isso um exagero (sei que é),mas é essa a minha opinião.
Confesso ainda que tá sendo ótimo viajar, e bem, é isso, aposto que não acreditaria se eu dissesse que sinto sua falta, então fica aqui um breve adeus, e pode considerar que continuo repetindo as palavras da última carta.
domingo, 1 de agosto de 2010
A carta que nunca chegou
Já faz algum tempo desde que nos falamos, não é?Eu gostaria de te contar algumas novidades:
Eu decidi viajar pelo mundo, não havia muita coisa pra se fazer no meu lugar, assim que surgiu a oportunidade peguei a minha mochila e enchi com tudo o que achava necessário incluindo uma bandeira do Brasil (você vai achar isso engraçado, mas só longe do Brasil consegui sentir amor e saudade pelo meu país) Mas até que tá tudo indo bem, eu sinto saudade, um aperto estranho as vezes, sinto saudade de te abraçar enquanto a gente escuta uma boa música, ou quando eu começo a falar sobre o quão estranho foi meu dia e ver você sorrindo das coisas que só acontecem comigo, e até quando eu começo a falar durante um filme que digo ser entediante.
E cada dia passa mais rápido, lembro que comecei a escrever essa carta as 23:18, e já passam das 4 da manhã, acho que enquanto escrevia eu parei pra pensar no passado, são lembranças que me fazem pensar em voltar.
Ah, eu to no meio do Atlântico, não sei bem pra onde irei ainda, mas quando chegar em terra-firme colocarei a carta e você saberá onde eu estou.
Só queria dizer que eu sinto sua falta e que te amo muito.
Eu decidi viajar pelo mundo, não havia muita coisa pra se fazer no meu lugar, assim que surgiu a oportunidade peguei a minha mochila e enchi com tudo o que achava necessário incluindo uma bandeira do Brasil (você vai achar isso engraçado, mas só longe do Brasil consegui sentir amor e saudade pelo meu país) Mas até que tá tudo indo bem, eu sinto saudade, um aperto estranho as vezes, sinto saudade de te abraçar enquanto a gente escuta uma boa música, ou quando eu começo a falar sobre o quão estranho foi meu dia e ver você sorrindo das coisas que só acontecem comigo, e até quando eu começo a falar durante um filme que digo ser entediante.
E cada dia passa mais rápido, lembro que comecei a escrever essa carta as 23:18, e já passam das 4 da manhã, acho que enquanto escrevia eu parei pra pensar no passado, são lembranças que me fazem pensar em voltar.
Ah, eu to no meio do Atlântico, não sei bem pra onde irei ainda, mas quando chegar em terra-firme colocarei a carta e você saberá onde eu estou.
Só queria dizer que eu sinto sua falta e que te amo muito.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Acrescentando personalidade
"E quando você voltar, não pense que eu vou estar aqui, talvez eu tenha tomado outro caminho."
Mas se você não estiver, eu fico aqui e te espero:
Só pra te ver brigar comigo.
Só pra ouvir a sua voz.
Pra rasgar o seu jornal.
Conversar durante um filme.
Pra te ver me trancando em um abrigo.
E pra sussurrar que eu sou teu pior inimigo.
Pra te mostrar um novo caminho.
E me ouvir reclamar que o que mais falta nesse mundo é carinho.
E reclamar do meu gosto estranho por música.
E achar estranho quando eu me distraio e digo que to só pensando.
Mas eu não me lembro do que você me disse naquela conversa.
E acho que o maior teste que lhe proponho talvez seja esse:
Pegue uma folha e comece a desenhar corações, você irá perceber que todos são diferentes, que um pequeno detalhe tornaria o "encaixe" entre eles, perfeito, mas não é assim, e arrisco dizer que não vai mudar.
Mas deixo o "final" aberto, talvez algo mude.
Divagações tem de ser curtas
confesso que esse não tem o menor sentido.
Dica do editor: Troquem final por coração.
Mas se você não estiver, eu fico aqui e te espero:
Só pra te ver brigar comigo.
Só pra ouvir a sua voz.
Pra rasgar o seu jornal.
Conversar durante um filme.
Pra te ver me trancando em um abrigo.
E pra sussurrar que eu sou teu pior inimigo.
Pra te mostrar um novo caminho.
E me ouvir reclamar que o que mais falta nesse mundo é carinho.
E reclamar do meu gosto estranho por música.
E achar estranho quando eu me distraio e digo que to só pensando.
Mas eu não me lembro do que você me disse naquela conversa.
E acho que o maior teste que lhe proponho talvez seja esse:
Pegue uma folha e comece a desenhar corações, você irá perceber que todos são diferentes, que um pequeno detalhe tornaria o "encaixe" entre eles, perfeito, mas não é assim, e arrisco dizer que não vai mudar.
Mas deixo o "final" aberto, talvez algo mude.
Divagações tem de ser curtas
confesso que esse não tem o menor sentido.
Dica do editor: Troquem final por coração.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Imutável
- E então eu decidi tentar.
- Nossa cara, eu acho muito legal!
- E por que você não tenta também?
- Eu não, tenho medo! Um lugar diferente, pessoas diferentes...
- Você acabou de dizer que ia ser legal!
- Eu sei...
- Você deveria vir comigo, vai ser bom, um desafio!
- Tenho medo de desafios.
- Então você não sabe viver.
- É. Pode ser.
- Nossa cara, eu acho muito legal!
- E por que você não tenta também?
- Eu não, tenho medo! Um lugar diferente, pessoas diferentes...
- Você acabou de dizer que ia ser legal!
- Eu sei...
- Você deveria vir comigo, vai ser bom, um desafio!
- Tenho medo de desafios.
- Então você não sabe viver.
- É. Pode ser.
terça-feira, 20 de julho de 2010
E tudo o que queria dizer é que
"- O mundo vai morrer.
- Como assim?Você some e volta pra dizer uma idiotice dessas?
- É que eu queria te avisar, pra você se preparar.
- Cara, você é muito idiota! Eu não acredito na merda que você tá falando, e mesmo se acreditasse, como vou me preparar?Você quer dizer que tudo vai ser destruído não é? Vamos todos morrer, perdemos tempo e você só volta aqui pra dizer "eu sempre estive certo" vá se foder, garoto.
- Olha, eu não espero que entenda, nem acredite, na verdade é até melhor que você não acredite, que viva feliz e que esqueça dessa nossa conversa.
- Você vem aqui, diz algumas palavras sem sentido, o que você quer?
- Eu disse que só queria que soubesse; quero dizer que talvez tenha sido só uma desculpa pra te ver depois de tanto tempo, ouvir tua voz.
- Cara, não pode acabar, e todas as pessoas? Todos os sonhos? Eu gostaria de fazer algo grandioso, queria ser alguém.
- No final tudo será reduzido a cinzas, e ninguém com excessão de nós irá perceber, digo que a vida acabará aqui, mas o Universo continuará imutável, constante, ninguém vai perceber a ausência desse planeta.
- Mas se nada pode ser feito, porque veio aqui me contar essas coisas?
- Eu queria te abraçar uma ultima vez."
Ele a abraçou
10 segundos depois as bombas começaram a cair.
Creio que fui influenciado por Watchmen e um pouco de Exterminador do Futuro, não ficou tão bom, mas Whatever Hell
- Como assim?Você some e volta pra dizer uma idiotice dessas?
- É que eu queria te avisar, pra você se preparar.
- Cara, você é muito idiota! Eu não acredito na merda que você tá falando, e mesmo se acreditasse, como vou me preparar?Você quer dizer que tudo vai ser destruído não é? Vamos todos morrer, perdemos tempo e você só volta aqui pra dizer "eu sempre estive certo" vá se foder, garoto.
- Olha, eu não espero que entenda, nem acredite, na verdade é até melhor que você não acredite, que viva feliz e que esqueça dessa nossa conversa.
- Você vem aqui, diz algumas palavras sem sentido, o que você quer?
- Eu disse que só queria que soubesse; quero dizer que talvez tenha sido só uma desculpa pra te ver depois de tanto tempo, ouvir tua voz.
- Cara, não pode acabar, e todas as pessoas? Todos os sonhos? Eu gostaria de fazer algo grandioso, queria ser alguém.
- No final tudo será reduzido a cinzas, e ninguém com excessão de nós irá perceber, digo que a vida acabará aqui, mas o Universo continuará imutável, constante, ninguém vai perceber a ausência desse planeta.
- Mas se nada pode ser feito, porque veio aqui me contar essas coisas?
- Eu queria te abraçar uma ultima vez."
Ele a abraçou
10 segundos depois as bombas começaram a cair.
Creio que fui influenciado por Watchmen e um pouco de Exterminador do Futuro, não ficou tão bom, mas Whatever Hell
quarta-feira, 7 de julho de 2010
366 dias (HY)
Está tudo bem, está tudo bem porque era amor
Mesmo sabendo que você nunca voltaria pra mim, nós ainda estamos conectados
Essa é a primeira vez que eu me sinto desse jeito
"Nós podemos nos ver de vez enquanto"
Essas promessas casuais foram trocadas
Então ainda está tudo bem.
Essa minha prece, não foi atendida.
Que você se apaixonaria de novo por mim.
Meu desejo em vão
Hoje também quero encontrar você.
Ainda está tudo bem, ainda está bem por que era amor.
Depois de eu perceber, você até recusou me encontrar.
Eu pensei quando eu fiquei sozinha
Eu deveria estar feliz em esquecer aqueles tempos?
Mas essas lágrimas não são a resposta?
Um coração não pode ser enganado.
Eu tenho medo de lembrar.
O seu perfume, seu gesto, tudo.
"Isso não é estranho?", eu disse enquanto ria.
Mesmo nós estando afastados, eu só penso em você.
Como o amor é doloroso,
Como o amor é triste,
Eu sei que eu não deveria pensar em você, mas eu penso.
Eu ainda tenho medo de lembrar.
O seu perfume, seu gesto, tudo.
"Isso não é estranho?", eu disse enquanto ria.
Mesmo nós estando afastados, eu só penso em você.
Você é alguém
Que eu nunca poderia esquecer,
Alguém que eu sacrificaria tudo por.
Você nunca voltará denovo, mas é só você agora. É só você.
Só você.
Correção da tradução da música (366 Days -HY) feita pela Keiko, todos os créditos, e direitos reservados.
Mesmo sabendo que você nunca voltaria pra mim, nós ainda estamos conectados
Essa é a primeira vez que eu me sinto desse jeito
"Nós podemos nos ver de vez enquanto"
Essas promessas casuais foram trocadas
Então ainda está tudo bem.
Essa minha prece, não foi atendida.
Que você se apaixonaria de novo por mim.
Meu desejo em vão
Hoje também quero encontrar você.
Ainda está tudo bem, ainda está bem por que era amor.
Depois de eu perceber, você até recusou me encontrar.
Eu pensei quando eu fiquei sozinha
Eu deveria estar feliz em esquecer aqueles tempos?
Mas essas lágrimas não são a resposta?
Um coração não pode ser enganado.
Eu tenho medo de lembrar.
O seu perfume, seu gesto, tudo.
"Isso não é estranho?", eu disse enquanto ria.
Mesmo nós estando afastados, eu só penso em você.
Como o amor é doloroso,
Como o amor é triste,
Eu sei que eu não deveria pensar em você, mas eu penso.
Eu ainda tenho medo de lembrar.
O seu perfume, seu gesto, tudo.
"Isso não é estranho?", eu disse enquanto ria.
Mesmo nós estando afastados, eu só penso em você.
Você é alguém
Que eu nunca poderia esquecer,
Alguém que eu sacrificaria tudo por.
Você nunca voltará denovo, mas é só você agora. É só você.
Só você.
Correção da tradução da música (366 Days -HY) feita pela Keiko, todos os créditos, e direitos reservados.
sábado, 3 de julho de 2010
Um pouco de ficção, então
Já fazem 3 meses que estou trancado aqui nesse laboratório, essa parte do tratamento eles chamam de "regeneração", não sei como chamarão as outras partes, mas nada pode ser pior que essa.
Me aplicam doses e doses de remédios, tenho muito sono, e na maioria das vezes não consigo pensar sobre muita coisa.
Todos estão otimistas, parece que a aceitação de toda a medicação tem sido excepcional, o que traz todos os efeitos colaterais de uma vez, incluindo o proprio sono, como consequencia o meu ciclo de sono é complicado, durmo algumas horas durante a noite e toda a tarde.
É estranho acordar todo dia com uma musica que eles dizem que é a musica que eu gostaria de ouvir pelo meu nivel hormonal; Como se hormônios definissem musica, mas raramente acertam.
Eu tenho vontade de resolver algumas coisas, sair daqui, ver o sol, não posso, pelo menos por mais alguns meses. E isso dói, porque todos estão "livres" podem continuar suas vidas e tudo mais, e eu aqui.
Ah, e sobre eu odiar a parte da regeneração é justamente porque eles tentam curar uma ferida à força, e isso acaba comigo, até mesmo eu sei que toda ferida leva tempo até cicatrizar, algumas nem cicatrizam, espero que isso tenha ficado claro, e é estranho sentir falta do mundo.
Espero que essa mensagem chegue a quem deve alcançar, espero sair vivo dessa viagem.
Me aplicam doses e doses de remédios, tenho muito sono, e na maioria das vezes não consigo pensar sobre muita coisa.
Todos estão otimistas, parece que a aceitação de toda a medicação tem sido excepcional, o que traz todos os efeitos colaterais de uma vez, incluindo o proprio sono, como consequencia o meu ciclo de sono é complicado, durmo algumas horas durante a noite e toda a tarde.
É estranho acordar todo dia com uma musica que eles dizem que é a musica que eu gostaria de ouvir pelo meu nivel hormonal; Como se hormônios definissem musica, mas raramente acertam.
Eu tenho vontade de resolver algumas coisas, sair daqui, ver o sol, não posso, pelo menos por mais alguns meses. E isso dói, porque todos estão "livres" podem continuar suas vidas e tudo mais, e eu aqui.
Ah, e sobre eu odiar a parte da regeneração é justamente porque eles tentam curar uma ferida à força, e isso acaba comigo, até mesmo eu sei que toda ferida leva tempo até cicatrizar, algumas nem cicatrizam, espero que isso tenha ficado claro, e é estranho sentir falta do mundo.
Espero que essa mensagem chegue a quem deve alcançar, espero sair vivo dessa viagem.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Só Espero
" - Essa musica de alguma maneira me alegra.
- Porquê?
- Ela me lembra você.
-Porquê?
- Enquanto os 3 minutos e 26 segundos passam, eu me lembro de você, sinto que está aqui, sinto até o seu cheiro e isso tudo de alguma maneira me alegra.
- Posso perguntar o motivo disso mais uma vez?
- Porque eu sei que quando chegarem 3 minutos e 27 segundos, eu só ficarei com o silêncio.
-Mas enquanto durar você se sentirá feliz.
- Não necessariamente, porque eu sei que vai acabar e exatamente quando isso acontece.
- E o que você quer dizer com tudo isso, afinal?
- Queria que nossa musica, nossa dança, fosse eterna."
- Porquê?
- Ela me lembra você.
-Porquê?
- Enquanto os 3 minutos e 26 segundos passam, eu me lembro de você, sinto que está aqui, sinto até o seu cheiro e isso tudo de alguma maneira me alegra.
- Posso perguntar o motivo disso mais uma vez?
- Porque eu sei que quando chegarem 3 minutos e 27 segundos, eu só ficarei com o silêncio.
-Mas enquanto durar você se sentirá feliz.
- Não necessariamente, porque eu sei que vai acabar e exatamente quando isso acontece.
- E o que você quer dizer com tudo isso, afinal?
- Queria que nossa musica, nossa dança, fosse eterna."
Finis
- Mas já nem tento nada, não adianta, seriam uma ou duas coisas que poderiam mudar tudo.
- E o quê seria?
- Bem, não é relevante já que eu sei que não vou conseguir.
- Já que a guerra tá perdida, posso ter o luxo da rendição.
Finis: Do Latim, tradução livre: (meta)
- E o quê seria?
- Bem, não é relevante já que eu sei que não vou conseguir.
- Já que a guerra tá perdida, posso ter o luxo da rendição.
Finis: Do Latim, tradução livre: (meta)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Um dia qualquer em um cenário aleatório
Está frio; Ele segura suas mãos e olha em seus olhos como quem tenta dizer todas as palavras que sabe, não diz.
sábado, 26 de junho de 2010
Plateau
Maldita Noite:
Já passava das 08:00 da manhã e ele ainda tava ali jogado no chão do quarto.
Chão frio, logo pensou.
Tinha botado pra fora tudo o que havia bebido da noite anterior, pensou que teria que limpar a sujeira que tinha começado.
Lembrou-se porque havia bebido daquela maneira:
"- Vou beber pra esquecer, pra não ter lembranças, pra dar risada."
Bebeu como se todo o álcool do mundo fosse acabar ali, como se fosse remédio, como se fosse a cura pros seus problemas.
Ficou em pé, logo tudo começou a girar novamente, se agarrou ao guarda-roupas e caiu sentado no chão.
Maldito chão frio:
Agora ele tava ali sentado consciente, o estômago doia, e ele mal conseguia se manter em pé.
Optou por continuar ali deitado, até que se sentisse melhor, retomou as forças e foi até o banheiro.
Olhou-se no espelho e percebeu que não conseguiu botar tudo pra fora com o álcool; ele continuava sendo a mesma pessoa, e não conseguiu vomitar um sentimento:
Ele ainda a amava.
Já passava das 08:00 da manhã e ele ainda tava ali jogado no chão do quarto.
Chão frio, logo pensou.
Tinha botado pra fora tudo o que havia bebido da noite anterior, pensou que teria que limpar a sujeira que tinha começado.
Lembrou-se porque havia bebido daquela maneira:
"- Vou beber pra esquecer, pra não ter lembranças, pra dar risada."
Bebeu como se todo o álcool do mundo fosse acabar ali, como se fosse remédio, como se fosse a cura pros seus problemas.
Ficou em pé, logo tudo começou a girar novamente, se agarrou ao guarda-roupas e caiu sentado no chão.
Maldito chão frio:
Agora ele tava ali sentado consciente, o estômago doia, e ele mal conseguia se manter em pé.
Optou por continuar ali deitado, até que se sentisse melhor, retomou as forças e foi até o banheiro.
Olhou-se no espelho e percebeu que não conseguiu botar tudo pra fora com o álcool; ele continuava sendo a mesma pessoa, e não conseguiu vomitar um sentimento:
Ele ainda a amava.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
É como estar em um Navio
Que você sabe que vai colidir com a terra, o choque é inevitável, e você não faz nada, só espera pelo barulho e o fundo do navio se chocar com o fundo do Mar.
E quando isso acontecer você sabe que irá doer, que irá se machucar ainda mais, você tem o controle e não faz nada, só espera.
E acredite: vai doer ainda mais quando o navio se colidir. E ninguém estará preparado para a dor.
E quando isso acontecer você sabe que irá doer, que irá se machucar ainda mais, você tem o controle e não faz nada, só espera.
E acredite: vai doer ainda mais quando o navio se colidir. E ninguém estará preparado para a dor.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Papo Matutino
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*pensando no que eu posso fazer
*no que vai ser facil ou nao
Kei. k o diz:
*como assim?
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*divagações
*só divagações
Kei. k o diz:
*huum
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*pode ser justo pensar
*no que é certo
*no que eu quero
*e no que é facil
Kei. k o diz:
*o que é certo pra vc?
o que vc que?
e o que é facil?
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*ah, acho que nem eu sei responder essas 3 perguntas, não com tanta facilidade
*pensando no que eu posso fazer
*no que vai ser facil ou nao
Kei. k o diz:
*como assim?
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*divagações
*só divagações
Kei. k o diz:
*huum
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*pode ser justo pensar
*no que é certo
*no que eu quero
*e no que é facil
Kei. k o diz:
*o que é certo pra vc?
o que vc que?
e o que é facil?
Hell: 'Cause I could not have it better, But I just can't get no play. diz:
*ah, acho que nem eu sei responder essas 3 perguntas, não com tanta facilidade
Quase nada.
É riscar as paredes com giz.
É rir da piada que não tem graça.
É fingir ser feliz.
É cometer o erro e se dar ao direito de razão.
É deixar as lágrimas se secarem sozinhas.
É pegar o telefone, discar o número e não completar a ligação.
É chamar atenção.
É se deprimir com nada.
É ter a impressão de estar sendo sufocado.
É te vigiar durante teu sono.
É adormecer e sonhar com você toda manhã.
É ter lembranças.
É esquecer de tudo, fingir rir de tudo.
É não fazer nada e esperar que a situação mude.
É tão pouco tempo.
É tão ridiculo tudo isso.
É te amar durante tanto tempo.
É sentir saudade.
É cansar-se de tudo, de todos.
É sentir um vazio que dói, e dói muito.
É acordar as 04:15 depois de sonhar com você.
É desistir.
É te amar.
É rir da piada que não tem graça.
É fingir ser feliz.
É cometer o erro e se dar ao direito de razão.
É deixar as lágrimas se secarem sozinhas.
É pegar o telefone, discar o número e não completar a ligação.
É chamar atenção.
É se deprimir com nada.
É ter a impressão de estar sendo sufocado.
É te vigiar durante teu sono.
É adormecer e sonhar com você toda manhã.
É ter lembranças.
É esquecer de tudo, fingir rir de tudo.
É não fazer nada e esperar que a situação mude.
É tão pouco tempo.
É tão ridiculo tudo isso.
É te amar durante tanto tempo.
É sentir saudade.
É cansar-se de tudo, de todos.
É sentir um vazio que dói, e dói muito.
É acordar as 04:15 depois de sonhar com você.
É desistir.
É te amar.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
I'm coming.
I always have this big desire to fight, like a soldier.
Still feel like this, just don't wanna fight for the same reasons.
and this bittersweet flavor doesn't get out of my mouth.
I wish i can say that I love you again, with no pain in my heart, and really feel it.
Still feel like this, just don't wanna fight for the same reasons.
and this bittersweet flavor doesn't get out of my mouth.
I wish i can say that I love you again, with no pain in my heart, and really feel it.
Coffee and what I do not think
Dentre todas as coisas que se perdem durante a vida, amargamos de maneira acentuada um pequeno detalhe; Uma foto, um sorriso, ou qualquer outra lembrança.
Pra compensar esse fato existe sempre uma "constante", algo em que você se segure, algo que não lhe deixa cair e que sussurra: "eu não saio daqui, eu me importo". Enfim, algo que você use como apoio para se reerguer, que valha a pena se importar. (Eu perdi o jeito de escrever)
E então essa "constante" se perde, o que fazer? Se nada importa muito, se nada significava muito. (como significava , claro)
É acordar e sentir que falta algo, que não é completo e que já não tem tanto sentido assim. (Um pouco sobre mim, então)
Sobre todas as coisas que já me aconteceram, amargo nesse momento sobre a Criatividade, tão constante nesses anos todos, simplesmente ter me abandonado.
Portanto Senhorita Criatividade, volte pra mim, mostre que você ainda existe, me ligue para tomar um café, amargo, porque assim sei que você gosta.
Pra compensar esse fato existe sempre uma "constante", algo em que você se segure, algo que não lhe deixa cair e que sussurra: "eu não saio daqui, eu me importo". Enfim, algo que você use como apoio para se reerguer, que valha a pena se importar. (Eu perdi o jeito de escrever)
E então essa "constante" se perde, o que fazer? Se nada importa muito, se nada significava muito. (como significava , claro)
É acordar e sentir que falta algo, que não é completo e que já não tem tanto sentido assim. (Um pouco sobre mim, então)
Sobre todas as coisas que já me aconteceram, amargo nesse momento sobre a Criatividade, tão constante nesses anos todos, simplesmente ter me abandonado.
Portanto Senhorita Criatividade, volte pra mim, mostre que você ainda existe, me ligue para tomar um café, amargo, porque assim sei que você gosta.
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